
José Dirceu fala sobre conjuntura política na mesa de abertura do CNFBB (Fotos: Contraf)
Na terça-feira (04), depois da aprovação do regimento interno no primeiro dia do 34º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil no primeiro governo Lula, fez uma análise da atual conjuntura política e destacou os principais desafios para o campo da esquerda. Dirceu enfatizou a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento do país.
“Se o país cresce, todos os problemas vão melhorando. Como o Brasil pode crescer? Primeiro temos bancos públicos, 50% dos créditos e dos ativos estão e são por meio deles. Por outro lado, temos como desafio crédito caro [por conta da Selic alta, imposta pelo Banco Central], que é a grande tragédia nossa e a concentração de renda: 20 milhões não têm 1% da renda nacional”, criticou Dirceu.

Goretti: destaque para o adoecimento mental
Antes do início da mesa, porém, houve uma saudações às centrais presentes no CNFBB. A dirigente do Sindicato dos Bancários/ES Goretti Barone, em nome da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, inicialmente, fez uma menção de solidariedade aos colegas do BB no Rio Grande do Sul. Em seguida, disse que a Campanha Salarial é sempre um momento muito especial e destacou que é preciso resgatar as condições de trabalho das funcionárias e dos funcionários do BB. Goretti disse que o índice de adoecimento hoje nos bancos em geral, e especialmente no BB, é inaceitável. “Precisamos que as pessoas sejam acolhidas. Solicitamos à Vice-Presidência de Gestão de Pessoas e às Gepes que os tratamentos não sejam centralizados em Brasília, mas em cada um dos estados”.
A dirigente acrescentou que é preciso pôr fim às metas e ao programa Performa. Goretti criticou novamente a política de metas do BB que está adoecendo as pessoas. “Os adoecidos estão abandonados. A atual gestão do BB avançou na questão da diversidade. Parabéns! Isso é ótimo, especialmente para as mulheres. Mas precisamos avançar também nas condições de trabalho”. A diretora do Sindibancários falou ainda sobre a importância da participação e do Congresso ser anual. “Estive no primeiro Congresso do BB. Hoje percebo que os colegas que estão chegando não têm essa sensação de pertencimento”, apontou a dirigente comparando o ambiente dos primeiros congressos do BB.
Juvandia Moreira, presidenta da Contraf, falou na sequência da exposição de Dirceu. Ela destacou que o movimento sindical bancário e as centrais sindicais levantam bandeiras de grande importância para o desenvolvimento do país, como um todo, que vão além das reivindicações específicas das categorias, como aumento salarial e condições de trabalho.









