Desde essa quinta-feira, 16, a Contraf, assessorada pela Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), enviou ofício à Caixa solicitando a prorrogação do projeto teletrabalho enquanto perdurar a pandemia do novo coronavírus. No entanto, até a tarde dessa sexta-feira, 17, a Caixa não havia se pronunciado.
Somente após frequentes cobranças do movimento sindical, a Caixa anunciou, no início deste mês, a prorrogação do Projeto Remoto até o dia 17 de julho. A informação de que a Caixa exige o retorno ao trabalho presencial a partir de segunda-feira, 20, tem causado apreensão entre os empregados. Outra medida da Caixa criticada pelas entidades sindicais é a exigência de apresentação de laudo de familiares com doença crônica e que coabitam com os empregados para que seja autorizado o trabalho remoto.
“Essa pressão da Caixa sobre os trabalhadores que estão em trabalho remoto é absurda. O retorno ao local de trabalho nesse momento representa risco de contaminação aos empregados, clientes e usuários. Desde o início da pandemia, a atual direção da Caixa vem sendo intransigente no que diz respeito à garantia de proteção à vida de seus empregados. Agora, mais uma vez, não se pronuncia sobre o fim do prazo do trabalho remoto, criando um clima de apreensão entre os empregados”, critica a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.
Projeto Remoto
Com a necessidade de isolamento social, o “Projeto Remoto” foi construído em conjunto com as entidades e o movimento sindical, e é um dos principais itens do protocolo de atuação de gestores e empregados para prevenção à covid-19.
“Essa postura intransigente da direção da Caixa, que ameaça e pressiona a todo momento os empregados, é a prova que o banco está sendo usado por esse governo para provar que é possível que tudo volte à normalidade. No entanto, o número de pessoas infectadas e de vítimas da covid-19 aumenta todos os dias. Negar a pandemia em nome da volta da atividade econômica é um ato genocida desse governo, seguido pelo presidente Pedro Guimarães. Não podemos aceitar que vidas de empregados e clientes sejam perdidas por atitudes irresponsáveis dessa gestão e desse governo. Esperamos que o diálogo com as entidades sindicais se restabeleça e que o “Projeto Remoto” dure enquanto houver risco de contaminação”, enfatiza Lizandre.






