
Fotos: Sérgio Cardoso
Mulheres da Grande Vitória promoveram na tarde desta quinta-feira, 25, uma Vigília Pelo Fim dos Feminicídios e da Violência Contra as Mulheres, como parte das atividades do Dia Internacional Pela Eliminação da Violência Contra a Mulher, celebrado em 25 de novembro. O Sindibancários/ES marcou presença no evento, que ocorreu na Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória.

Diretores e diretoras do Sindicato fortaleceram vigília
Segundo manifesto divulgado pelo Fórum de Mulheres do Espírito Santo, 99 mulheres foram assassinadas somente este ano em território capixaba, sendo 33 delas vítimas de feminicídio — quando o assassinato é motivado por questões de gênero. “Em comparação com o ano passado, houve um triste aumento de +19,5%. No ano de 2020, no mesmo período, estávamos com 21 feminicídios e, no ano todo, foram 26”, aponta o documento.
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Para a secretária de mulheres do Sindicato, Cláudia Garcia, o feminicídio é uma expressão da severa subordinação das mulheres na sociedade capitalista, que pode ser observada também em outras formas de violência, como no controle dos corpos femininos, na violência sexual, patrimonial, psicológica e na desvalorização salarial.
“Nessa data buscamos lembrar de todas as mulheres vítimas de violência, não apenas da violência letal, mas de outras violências cotidianas que muitas vezes são naturalizadas. Lutamos por justiça social, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, por políticas públicas universais que possam garantir dignidade à população, sobretudo aos mais pobres”, afirma.

Sindicato distribuiu jornal Mulher 24 horas durante vigília
Nessa mesma perspectiva, o movimento de mulheres analisa criticamente e a gestão da pandemia no Brasil, apontando que a “a falta de suporte de serviços presenciais, a taxa de desemprego nas alturas, a falta de auxílios socioassistenciais e a fome são elementos que atingem principalmente as mulheres e, mais ainda, as mulheres negras”.
“Compreendemos que o real enfrentamento às violências contra as mulheres exige o compromisso efetivo de órgãos públicos, privados e da sociedade civil. Contudo, precisamos reforçar a perspectiva de enfrentamento às violências com o fortalecimento das políticas públicas”, cobra o manifesto.

