Lizandre, ao centro, representa a Federação RJ/ES nas negociações

Nas negociações com a Caixa Econômica Federal realizadas na última sexta-feira, 12, em São Paulo, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) tratou das denúncias divulgadas pela imprensa sobre os gerentes da Caixa Asset que perderam suas funções por terem se recusado a assinar contratos de compra de letras financeiras do Banco Master, consideradas arriscadas demais para os padrões do banco. “Cobramos do banco a apuração rigorosa sobre essa denúncia de perda de função dos gerentes que não fizeram a operação aparentemente irregular na Caixa Asset” afirmou Lizandre Borges, diretora do Sindicato e representante da Federação Interestadual dos Bancários do Rio e Espírito Santo na CEE.

Outros assuntos tratados na reunião foram teletrabalho e jornada de quatro dias semanais. A CEE lembrou que a Caixa não tem um acordo específico de teletrabalho firmado com seus empregados e que o banco segue apenas o acordo que existe com a Fenaban. Os empregados querem garantir em acordo o que é específico da Caixa para evitar que haja alterações unilaterais por parte do banco, para evitar o assédio e uso da modalidade de trabalho como uma forma de cobrança de metas. Foi lembrada, ainda, a prioridade para os PcD e responsáveis pelos cuidados de pessoas com deficiência.

A CEE apresentou a reivindicação da redução da jornada de trabalho para 20 horas semanais, a serem cumpridas em quatro dias na semana. Os bancários defendem a manutenção da abertura dos bancos por cinco dias, de segunda a sexta-feira, mas com cada bancário trabalhando apenas quatro dias da semana.

A falta de dotação orçamentária para o pagamento de horas-extras tem feito gestores, em todo o território nacional, orientarem os empregados a realizarem horas negativas para que estes possam trabalhar quando a agência tiver necessidade, sem receber horas-extras, denunciou a CEE. A Caixa afirmou que não há permissão no RH035 para que isso ocorra. Foi solicitado que a proibição fique expressa na norma.

Sobre os procedimentos em caso de assalto e sequestro, foi defendido pela CEE que o direito aos atendimentos médico, psicológico e jurídico necessários, custeados pela Caixa, se estenda a todas as pessoas que foram afetadas, mesmo que não sejam dependentes, nem pertençam ao grupo familiar do empregado, ou empregada.  A dificuldade de emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e o não fechamento de unidades onde houve ocorrência de assalto e/ou sequestro também foi abordada pela CEE.

A representação dos trabalhadores cobrou a efetividade pausa dez minutos a cada cinquenta trabalhados para a redução do adoecimento no trabalho, inclusive das doenças psíquicas. Foi destacada a necessidade de garantir aos empregados as seis horas mensais para estudos, na metodologia à distância, junto à Universidade Caixa, dentro da jornada de trabalho.

A CEE questionou o banco respostas às reivindicações apresentadas na reunião anterior. A Caixa informou apenas que vai atender à reivindicação da representação dos empregados e, a partir de 5 de agosto, todas as gerências regionais de pessoas (Gipes) voltarão a funcionar, mesmo que na data alguma das equipes esteja incompleta.

Próxima rodada
A próxima reunião na Caixa, com o tema diversidade e igualdade, será na sexta-feira, 19.

Com informações e foto da Contraf