A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa voltou a recusar, em mesa de negociação específica da Campanha 2022, a proposta sobre teletrabalho apresentada pela direção do banco, e a reunião desta terça-feira (23) terminou sem avanços. A CEE está de plantão em São Paulo aguardando nova rodada com a Caixa. O banco insistiu em condicionar o acordo de teletrabalho à criação de banco de horas para empregados que trabalhem presencialmente. O imbróglio já havia acontecido na reunião do dia 16 de agosto.
“Mais uma vez a Caixa insistiu no retrocesso nos debates que vínhamos tendo sobre o tema teletrabalho, querendo impor mudanças a partir da legislação recém-aprovada no Congresso Nacional, e adotando o banco de horas para o trabalho presencial, o que não existe em nosso acordo específico e não vamos aceitar essa inclusão. É obrigação da Caixa pagar pelas horas extras”, diz a diretora do Sindicato e integrante da CEE, Lizandre Borges, reafirmando que “é necessário o enfrentamento, com uma mobilização forte dos empregados para fazer valer os direitos conquistados”.
Denúncia
Antes do início da reunião, a CEE denunciou a presidenta da Caixa, Daniella Marques, de estar usando os empregados do banco para fazer campanha eleitoral para o presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro. De acordo com os representantes dos trabalhadores, os empregados estão sendo assediados a enviar liberação de uso de imagem para a campanha.
Imagem publicada nas redes sociais de Marques e reproduzida no site Reconta Aí mostram a presidenta do banco em missão institucional fazendo referência a Bolsonaro, numa clara posição de cabo eleitoral.
“É lamentável que a presidente nomeada no lugar do assediador esteja também a serviço da destruição da imagem da Caixa e de seus empregados. Essa denúncia da utilização da Caixa e seus empregados para fins eleitoreiros é mais um absurdo desse desgoverno de plantão. A imagem da Caixa, e de seus empregados, vem sendo recorrentemente atacada pelos presidentes nomeados por Bolsonaro e Paulo Guedes. Nós, empregados, temos que ter o compromisso de denunciar e resistir a esses ataques e defender essa instituição que não é de um governo e sim patrimônio do povo brasileiro! A Caixa não vai ser destruída por essa camarilha”, afirma Lizandre Borges.
Com informações da Contraf








