Apesar de eleito com discurso de combate à corrupção e em defesa de uma gestão transparente, o governo Bolsonaro terá como assessor da presidência do Banco do Brasil o filho do vice-presidente, Hamilton Mourão. Empregado do BB há 18 anos, Antônio Hamilton Rossell Mourão terá seu salário triplicado, saindo da faixa de R$ 12 mil para R$ 36,5 mil. A nomeação de Antônio Mourão, no entanto, fere gravemente o código de ética do BB.
Apesar de não ser considerada nepotismo, a nomeação do filho do vice-presidente configura conflito de interesses, como deixa claro o item 4.2.4 do código de ética:
“4.2.4 – Declarar-se impedido de conduzir assuntos ou negócios com agente público com poder decisório no âmbito dos órgãos e entidades do governo, com o qual tenha relação de parentesco, em linha reta ou colateral, por consanguinidade ou afinidade, até o 3° grau”.
Para o diretor do Sindibancários/ES, Thiago Duda, a nomeação de Antônio Hamilton fere o código de ética e desrespeita os empregados e empregadas do BB, que trabalham arduamente para conquistar cargos no banco.
“É no mínimo contraditória essa nomeação em um governo que foi eleito criticando o aparelhamento do Estado e das empresas públicas. Já nos primeiros atos, esse governo adota uma política escancarada de apadrinhamento, descartando o código de ética do banco. Essa nomeação também é um desrespeito ao quadro pessoal do banco, que tem pessoas capacitadas e que se dedicam, se qualificando, para crescer dentro do BB”, enfatiza Duda.








