O Sindicato dos Bancários/ES repudia com veemência e indignação a charge publicada no último dia 25 no jornal A Tarde, da Bahia, que usa um bicho-preguiça para representar os empregados da Caixa Econômica Federal. A charge (reprodução ao lado) assinada por Cau Gomez é um ataque injusto e grosseiro a cada um dos 84.320 empregados da Caixa, que desde o início da pandemia do novo coronavírus não se furtaram de encarar a covid para garantir o atendimento a mais de 120 milhões de brasileiros e brasileiras que continuam procurando o banco para receber o auxílio emergencial e outros benefícios sociais.
No conforto de sua bancada de criação, o chargista não deve ter parado para refletir que naquele momento em que desenhava a preguiça impassiva diante de uma enorme fila, um bancário poderia estar internado numa UTI lutando contra a covid; ou um outro, que não sobreviveu à doença, sendo enterrado em uma cerimônia fúnebre relâmpago.
É importante esclarecer ao chargista e ao centenário jornal baiano que acolheu e publicou a “arte” ofensiva, que as filas quilométricas nas portas das agências foram agravadas pela falta de planejamento do Governo Bolsonaro e da direção da Caixa. Se os segmentos mais vulneráveis da população tiveram acesso aos benefícios, foi justamente pelo empenho de cada um dos empregados que colocaram o compromisso social do banco à frente de suas limitações, medos e riscos para conseguir atender nada mais nada menos do que a metade da população brasileira.
Vale ressaltar ainda aos desavisados, que os movimentos sindicais e associativos em defesa dos empregados reivindicaram inúmeras vezes à direção da Caixa a descentralização do pagamento dos benefícios socais com outros bancos públicos e privados. Mas o Governo não quis abrir mão de politizar o pagamento dos benefícios para que o presidente Bolsonaro pudesse colher sozinho os louros e sagrar-se “Salvador de Pátria”.
Talvez o jornal e o chargista não saibam, mas durante a pandemia os empregados da Caixa, que são comparados a um bicho-preguiça, desenvolveram um aplicativo em tempo recorde (Caixa Tem) e abriram 105 milhões de contas digitais que vão facilitar a bancarização da população.
Na contramão da metáfora infeliz da preguiça, os empregados (que eram mais de 101 mil em 2014 e hoje são cerca de 84 mil), mesmo com todas essas dificuldades, têm conseguido garantir o atendimento social a todos os beneficiários dos programas sociais. Não bastasse, ainda são pressionados pelo banco a cumprir metas abusivas. Toda essa pressão por resultados, cobrados em meio à pandemia, tem aumentado o adoecimento entre os empregados.
O Sindicato dos Bancários/ES espera que o jornal A Tarde e o chargista Cau Gomez reconheçam que erraram e façam a retratação imediata em respeito aos mais de 84 mil empregados da Caixa que continuam firmes na linha de frente e aos familiares daqueles que tiveram suas vidas abreviadas pela covid.









