De maneira unilateral e autoritária, a partir da próxima segunda-feira, 13, o Banco do Brasil deve começar a colocar compulsoriamente em férias empregados e empregadas do banco. O BB se vale da MP 927 do presidente Bolsonaro para passar a arbitrar sobre um direito historicamente inalienável do trabalhador. Costumas dizer que as férias são “sagradas”.
A medida do BB é interpretada pelo Sindicato dos Bancários/ES como uma truculência contra o bancário, que já vem enfrentando enorme estresse por desempenhar uma atividade profissional que o deixa todos os dias vulnerável à pandemia do novo coronavírus.
As férias compulsórias devem atingir principalmente os empregados que se autodeclararam do grupo de risco da Covid-19 – ou por terem alguma comorbidade ou por coabitarem com pessoas desse grupo -, independentemente de estarem ou não em trabalho remoto (home office). Mas a medida também não poupa os que estão trabalhando presencialmente.
Ante a truculência da medida, o Sindicado recomenda aos empregados do BB não cedam à pressão dos gestores e se recusem a impostar suas férias no sistema. Ora, se o banco optou por impor as férias à revelia do empregado, não há motivo para o funcionário assumir a ação de registrá-la e nem tampouco tem a necessidade de responder a um comunicado de férias compulsórias com um “dê acordo”, uma vez que não houve acordo prévio entre as partes.









