Sede do Sindicato iluminada para o Outubro Rosa – Foto: Zanete Dadalto

A fachada do prédio do Sindicato dos Bancários/ES, no Centro de Vitória, ganhou uma iluminação especial nesta semana para marcar o apoio da entidade à campanha Outubro Rosa, em combate ao câncer de mama. Como já é tradição no país, há mais de uma década diversas organizações governamentais e não-governamentais compartilham informações e promovem ações de conscientização sobre a doença com o propósito de contribuir para a redução da incidência e mortalidade por conta desse tipo de câncer.

A diretora Cláudia Garcia, que está à frente da Secretaria das Mulheres do Sindicato, fala sobre o engajamento do Sindibancários/ES na campanha. “Para nós, do Sindicato, é muito importante poder compartilhar informações e estar presente nesta luta em prol da conscientização sobre o câncer de mama”, afirma a dirigente.

Para além da iluminação rosa da fachada, acrescenta Cláudia, fazer parte da campanha significa que existe uma preocupação permanente da entidade em alertar as mulheres sobre os riscos da doença, incentivando-as a manter rotinas de consultas e exames preventivos. “Não podemos esquecer que o diagnóstico precoce é determinante para o sucesso do tratamento”, destaca.

O câncer de mama

O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres. Cerca de 2,3 milhões de novos casos foram estimados para o ano de 2020 em todo o mundo, o que representa cerca de 24,5% de todos os tipos de neoplasias diagnosticadas nas mulheres. As taxas variam entre as diferentes regiões do Planeta, com as maiores incidências nos países desenvolvidos.

O câncer de mama também ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil, com taxa de mortalidade ajustada por idade, pela população mundial, para 2019, de 14,23/100 mil. As maiores taxas de incidência e de mortalidade estão nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Para o ano de 2022, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), foram estimados 66.280 casos novos no Brasil, o que representa uma taxa de incidência de 61,61 casos por 100 mil mulheres. No Espírito Santo a taxa de incidência da doença é de 37,98/100 mil, bem inferior à média nacional, o que confere ao estado capixaba a 16ª posição no ranking (veja tabela abaixo).

Mortalidade

O câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ocupa o primeiro lugar. A taxa de mortalidade por câncer de mama, ajustada por idade pela população mundial, foi 11,84 óbitos/100.000 mulheres, em 2020, com as maiores taxas nas regiões Sudeste e Sul, com 12,64 e 12,79 óbitos/100.000 mulheres, respectivamente
(INCA, 2022).

Os principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama são: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

Fatores de risco

Não há uma causa única para o câncer de mama. Diversos fatores estão relacionados ao desenvolvimento da doença entre as mulheres, são eles: envelhecimento, determinantes relacionados à vida reprodutiva da mulher, histórico familiar de câncer de mama, consumo de álcool, excesso de peso, atividade física insuficiente e exposição à radiação ionizante.

Os principais fatores são comportamentais/ambientais:
  • obesidade e sobrepeso, após a menopausa;
  • atividade física insuficiente (menos de 150 minutos de atividade física moderada por semana);
  • consumo de bebida alcoólica; exposição frequente a radiações ionizantes (raios-X, tomografia computadorizada, mamografia etc.);
  • história de tratamento prévio com radioterapia no tórax;
  • aspectos da vida reprodutiva/hormonais;
  • primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos;
  • não ter filhos;
  • primeira gravidez após os 30 anos;
  • parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
  • uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
  • ter feito terapia de reposição hormonal (estrogênio-progesterona), principalmente por mais de cinco anos;
Hereditários/Genéticos
  • histórico familiar de câncer de ovário;
  • de câncer de mama em mulheres, principalmente antes dos 50 anos;
  • e caso de câncer de mama em homem;
  • alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.