
Eduardo e Gayer espalharam fake news contra o BB (Bruno Spada/Ag. Câmara)
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nessa terça-feira (16) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o pedido do deputado federal Reimont (PT-RJ) para que os parlamentares Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO) sejam investigados por espalharem desinformação sobre o Banco do Brasil. Logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquadrar Moraes na Lei Magnitsky, os dois deputados publicaram nas redes sociais que se o BB mantivesse as contas do ministro, poderia sofrer sanções internacionais. Eduardo chegou a dizer que o “BB poderia ir à falência”. Já Gayer alertou que as pessoas “deveriam retirar o dinheiro do BB”.
As fake news disseminadas por Eduardo e Gayer causaram turbulência no mercado financeiro, derrubando as ações do Banco do Brasil. Muitos clientes entraram em pânico e procuraram as agências do banco para pedir explicações.
A petição do deputado Reimont, protocolada no fim de agosto, aponta que as informações falsas divulgadas por Eduardo e Gayer configuram “organização criminosa, crimes contra a economia popular e contra a ordem econômica”.
Para a dirigente do Sindicato dos Bancários/ES Bethania Emerick, foi muito oportuna a petição do deputado Reimont em pedir a responsabilização de Eduardo e Gayer em função da desinformação irresponsavelmente plantada. “Na ocasião, muitos correntistas ficaram confusos. Alguns consideraram que havia risco e chegaram a retirar o dinheiro do BB. Se a boataria avançasse, poderia causar sérios transtornos em todo o sistema financeiro do país, com graves consequências”, adverte Bethania.
A dirigente defende que o caso seja rigorosamente investigado. “Vamos acompanhar o desdobramento da denúncia e aguardar a manifestação da PGR. Caso as investigações concluam que houve crimes contra o sistema financeiro, os dois deputados devem ser punidos no rigor da lei”, afirma Bethania.
Reimont pediu ainda a abertura de inquérito contra os parlamentares, além de medidas cautelares como suspensão de passaportes, proibição de manter contato com outros investigados e até suspensão de mandatos.
À época, ante a forte repercussão na sociedade, a direção do BB foi obrigada a se manifestar para acalmar os clientes e o mercado financeiro. “O banco não tolerará declarações falsas que prejudiquem sua imagem e tomará medidas legais para proteger sua reputação, clientes e funcionários”. Após identificar as postagens nas redes sociais, o BB iniciou ações judiciais e acionou a Advocacia-Geral da União (AGU).
Na nota que divulgou, o banco registrou ainda que “a divulgação de informações falsas sobre instituições financeiras é crime contra o Sistema Financeiro Nacional, sujeito a multa e prisão”. A nota procurou tranquilizar o mercado e correntistas, reafirmar a solidez do banco e alertar sobre as consequências legais da disseminação de notícias falsas.

