Plenária debaterá custeio e sustentabilidade da Cassi, nesta quinta, 12

10/09/2019 16:39

O evento será às 18h30, no Centro Sindical dos Bancários

 

Será nesta quinta-feira, 12, a plenária dos empregados do BB para discutir o custeio e a sustentabilidade da Cassi. O evento será às 18h30, no Centro Sindical dos Bancários.

Na plenária também serão discutidas propostas a serem encaminhadas ao Encontro Nacional de Saúde dos Funcionários do BB, que ocorrerá no dia 28 de setembro, em São Paulo, e serão eleitos os delegados e delegadas que participação da atividade nacional.

“É muito importante que bancários da ativa e aposentados participem da plenária. Precisamos aprofundar o debate sobre a sustentabilidade da nossa Caixa de Assistência, pois vivemos um momento ímpar, de forte ameaça ao nosso direito de assistência à saúde. Precisamos somar forças e construir alternativas”, convida a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.

O calendário de mobilização dos bancários e bancárias é uma das deliberações do 30° Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB), realizado nos dias 01 e 02 de agosto em São Paulo.  No último dia 22 de agosto, foi realizado o Dia Nacional de Luta em defesa da Cassi. Em Vitória, bancários e bancárias   participaram de um ato público na Praça Pio XII, no Centro, onde deram um abraço simbólico no banco.

Ataques à Cassi

O Plano de Associados da Cassi apresenta um déficit estrutural, e o banco vem pressionando a categoria para alterar o estatuto da Cassi, com mudanças que seriam prejudiciais aos trabalhadores. A proposta do banco, já rejeitada pelos associados, pretendia quebrar o princípio da solidariedade e a paridade entre ativos e aposentados, transformando a Cassi em um plano similar aos de mercado.

Em junho, o Conselho Deliberativo da Cassi aprovou novo aumento na coparticipação sobre exames e consultas. Os associados passam a ter que pagar 50% do valor de consultas de emergência, ou não, sessões de psicoterapia e acupuntura e visitas domiciliares, e 30% dos serviços de fisioterapia, RPG, fonoaudiologia e terapia ocupacional que não envolvam internação hospitalar.

Os aumentos da coparticipação estavam condicionados ao aporte de recursos pelo BB na Cassi. Mas, até o momento o banco não se manifestou. Por isso, o não houve o reajuste.

Desde julho, a Cassi está sob intervenção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que nomeou uma interventora ligada ao mercado de saúde privada.