
Foto: Redes Sociais
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, mandou uma tropa armada, com 22 viaturas da Guarda Municipal, da Ronda Ostensiva Municipal (Romu), caminhões e tratores para retirar à força as famílias que ocupam a Escola Irmã Jacinta no bairro Romão. Os integrantes do Movimento Nacional de Luta por Moradia conseguiram impedir a ação covarde e ilegal orquestrada por Pazolini, que descumpriu a ordem judicial que condiciona a saída das famílias à garantia de moradia digna pela prefeitura.
Há sete meses, 21 famílias montaram a ocupação Chico Prego na Escola Irmã Jacinta após terem o benefício do aluguel social cortado pela Prefeitura de Vitória (PMV). De acordo com a decisão judicial proferida no início de março deste ano pelo juiz Mario da Silva Nunes Neto, a PMV pode retirar as famílias do local desde que garanta abrigo adequado para elas e seus pertences por até seis meses. Após esse período, a PMV deve encaminhar essas famílias para moradias fixas. Além disso, todo o processo de desocupação deve ser acordado em negociação com as famílias juntamente com a Defensoria Pública.
“Ao longo desses sete meses de ocupação, a Prefeitura de Vitória, sob o comando de Pazolini, nunca enviou nenhum representante para dialogar com as famílias. Hoje, de forma ilegal e com homens armados, Pazolini tentou despejar as famílias sem sequer garantir um abrigo adequado como determinou a Justiça. Queremos discutir com a prefeitura o destino dessas famílias. Ninguém quer viver amontoado”, afirmou o coordenador do Movimento Nacional de Luta por Moradia, Valdeni Fagundes.
Pressão por diálogo
Desde a última sexta-feira, 08, as famílias da Ocupação Chico Prego estão acampadas em frente à Prefeitura de Vitória para pressionar a abertura de um diálogo com o prefeito ou o secretário de Habitação. Na manhã desta terça-feira, 12, além de enviar a guarda armada para a Escola Irmã Jacinta, o prefeito Pazolini também proibiu a entrada dos manifestantes no prédio da PMV.
Nesta tarde, às 14 horas, o secretário de Governo e de Desenvolvimento da Cidade e Habitação, Marcelo de Oliveira, se comprometeu a receber as famílias.
“O recado que recebemos é que a Prefeitura irá cumprir a ordem judicial na íntegra. E isso mesmo que esperamos. Que o prefeito Pazolini garanta moradia digna para essas famílias, como o juiz determinou”, enfatiza Fagundes.

