
Em visita ao Espírito Santo desde essa segunda-feira, 27, o presidente do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro, encontrou um protesto contra sua gestão opressora ao visitar o prédio do BB da Pio XII, no Centro, em Vitória. Diretores e diretoras do Sindibancários/ES realizaram uma ação sindical no local para dizer “basta” ao assédio moral, ao desrespeito, à exploração e à sobrecarga de trabalho que são cada vez mais marcantes no cotidiano dos bancários do BB.
Bancários e bancárias estão adoecendo física e psicologicamente por conta da cobrança de metas e da pressão por resultados. Além de fazer o atendimento dos clientes, os funcionários são cobrados de maneira abusiva para vender produtos que sequer são demandados. Essa forma de gestão perversa se agravou ainda mais com as recentes reestruturações realizadas no banco, que levaram à demissão de milhares de bancários. As agências estão superlotadas, os bancários sobrecarregados e o atendimento à população foi prejudicado.

“Esse foi um momento mais que oportuno para mostrar ao presidente do BB nossa indignação em relação às condições de trabalho, ao assédio moral, à sobrecarga de trabalho e a precarização do atendimento que fazem parte dessa gestão. Também reafirmamos nossa defesa por um Banco do Brasil público, forte, sustentável e que garanta o desenvolvimento do país”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES Goretti Barone.
Durante a ação sindical, os dirigentes do Sindicato também denunciaram a política do atual governo e da direção do Banco do Brasil de desmonte do banco público. Sob o governo Bolsonaro, o BB tem sido usado em barganhas políticas para beneficiar o agronegócio, como a oferta de desconto de até 95% na dívida de ruralistas.
“Esse é um desvio da função do banco. O Banco do Brasil deve ser instrumento de desenvolvimento socioeconômico do país, com ações voltadas para beneficiar a população, os pequenos agricultores e empresários, e não de grandes ruralistas. Queremos um BB forte, público, atuante socialmente e isso passa fundamentalmente pela valorização e dos funcionários e mais contratações”, defende Goretti.







