A Caixa Econômica Federal informou à Contraf-CUT, na quarta-feira, 23, que vai acatar a reivindicação da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), apresentada no dia anterior, suspendendo a data de início da implementação das mudanças no programa Transformação, Engajamento, Inovação e Aprendizado (Teia), criado para conduzir a Caixa à transformação digital.

Na semana passada, pouco mais de um ano após ter lançado o Teia, o banco fez uma live para os empregados a fim de apresentar as alterações que podem prejudicar muitos dos bancários que hoje estão ao programa.

A coordenadora-geral do Sindicato, Rita Lima, destaca que foi importante a pressão da representação dos empregados e empregadas para exigir a suspensão do processo e mais transparência nas mudanças. “Precisamos discutir essa questão. Temos que exigir a formação de um grupo de trabalho para que o processo seja transparente”, afirmou. Ela disse, ainda, que, ao que tudo indica, as mudanças propostas pela Caixa vão trazer “prejuízo para os funcionários, e não podemos concordar com isso”. Rita Lima faz um apelo: “pedimos aos empregados, que se houver alguma reclamação [sobre o Teia], que encaminhem ao Sindicato para que tenhamos elementos para pressionar a Caixa”.

O coordenador da CEE/Caixa, Rafael de Castro, disse que “a suspensão é importante para que o banco explique a vinculação do programa com a renovação tecnológica e de processos de trabalho”. Segundo ele, um GT deve ser formado para definir a remodelação do Teia e a comunicação das mudanças. “É importante que a representação dos trabalhadores faça parte desse grupo de trabalho”, ressaltou. “Também queremos que haja negociações urgentes sobre o Programa de Funções Gratificadas (PFG)”, completou.

Os vice-presidentes de Varejo e de Pessoas da Caixa, Adriano Assis Matias e Francisco Egidio Pelúcio Martins, respectivamente, assumiram o compromisso de que não haverá retaliações sobre quem optar por voltar para as unidades de origem.

Com informações da Contraf-CUT