Os empregados da Caixa Econômica Federal elegíveis à promoção vão receber um delta linear referente ao ano de 2024, o que significa um aumento médio de 2,31% nos salários. O pagamento deverá ser feito em janeiro de 2025 ou, se não for possível por questões operacionais, em fevereiro do próximo ano – não mais em abril.
A decisão foi tomada em reunião on-line do Grupo de Trabalho sobre Promoção por Mérito, composto por representantes das empregadas e empregados e do banco, que ocorreu na manhã desta segunda-feira (2). Com a possibilidade de volta do pagamento já a partir de janeiro, as empregadas e empregados receberão o salário dos 12 meses do ano já com o reajuste.
Segundo o diretor do Sindibancários/ES e membro do GT, Igor Bongiovani, a decisão de distribuir único delta linear para todos os elegíveis foi tomada porque não há tempo hábil para cumprimento de critérios para a promoção em 2024.
Critérios para 2025
Na reunião também começaram a ser definidos os critérios a serem cumpridos para o recebimento de dois deltas referentes a 2025, que serão pagos em 2026. O martelo será batido na sexta-feira (6), em reunião de negociação entre o banco e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE).
Dentre os critérios em discussão para receber o primeiro Delta estão: ter certificação Agir Certo Caixa e certificação Cultura Digital; participação em uma ação do Programa Qualidade de Vida e ter um curso de iniciativa pessoal na Universidade Caixa ou Plataforma Coursera.
Há ainda a proposta para que o segundo delta seja distribuído para até 20% dos promovidos com o primeiro. Os critérios seriam: lotação em unidade com nota final anual no Resultado.Caixa maior que 100; participação em pelo menos duas ações do Programa Qualidade de Vida. As regras de desempate são maior idade; maior tempo de Caixa; maior nota final anual no Resultado.Caixa.
Os critérios serão definidos somente nesta reunião de sexta-feira (06) e passam a valer a partir de 2025.
Quem é elegível?
Para ser elegível ao recebimento de deltas os empregados não podem ter os impedimentos previstos no RH 176.
Dirigentes sindicais
A partir do próximo ano, a Caixa vai exigir dos dirigentes sindicais liberados para o trabalho sindical certificações a fim de conceder os deltas. “As regras para os liberados foi o ponto chave da reunião. Colocamos nossa posição contra a obrigatoriedade de o dirigente ser certificado porque a natureza do trabalho do sindicalista é diferente da atividade de quem está na agência. Mas em regra, ficaram duas certificações para os dirigentes liberados conseguirem o primeiro delta e mais duas certificações para o segundo, com limite de 20% do orçamento que a Caixa disponibiliza para isso. Vamos bater o martelo na sexta-feira”, afirmou Bongiovani.

