A reunião desta sexta-feira, 5, entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban discutiu os impactos da nova onda da covid para a categoria bancária. O Comando apresentou aos bancos uma série de reivindicações para assegurar que os bancários e as bancárias fiquem menos vulneráveis ao vírus (confira no final do texto).
A adoção de protocolos sanitários mais rígidos, redução do horário de funcionamento das agências, fim das demissões, suspensão das cobranças por metas e ampliação do número de bancários em home office são algumas das reivindicações da categoria levadas à Fenaban.
Segundo a diretora Lizandre Borges, que participou da reunião representando o Sindicato dos Bancários/ES no Comando, a expectativa é de que os bancos passem a adotar, a partir da semana que vem, medidas sanitárias mais rígidas e que reduzam imediatamente a pressão sobre os bancários em relação às metas. “Cessar o assédio por metas já ajuda bastante o psicológico do bancário, que está trabalhando no limite há mais de um ano por conta da pandemia. Os bancos precisam entender que o país atravessa o pior momento da pandemia, a vacinação ainda está engatinhando e só nos restam as medidas de distanciamento e os protocolos de saúde. Esperamos que os esforços se concentrem no compromisso de proteger e salvar as vidas dos bancários, dos seus familiares, de clientes e usuários dos serviços bancários”.
Afrouxamento dos protocolos
A dirigente acrescenta que nos últimos meses, os bancos têm afrouxado os protocolos e imposto um ritmo de trabalho como se estivesse tudo normal. “Não tem nada de normal. Já morreram mais de 255 mil pessoas e o número de óbitos não para de subir. Para piorar, os sistemas de saúde da maioria dos estados estão colapsando. O Sindicato tem cobrado de maneira recorrente que os bancos não relaxem os protocolos. Se esse relaxamento tivesse sido evitado, não estaríamos agora reivindicando a retomada de medidas sanitárias definidas ainda no início da pandemia”.
Lizandre assinala também que foi cobrado da Fenaban a retirada dos caixas. “A retirada dos caixas, como está acontecendo agora no processo de reestruturação do Banco do Brasil, mas que já vinha ocorrendo em outros bancos, transfere mais pressão para o autoatendimento, causando mais filas aglomerações”.
A Fenaban ficou de se reunir com os bancos e apresentar as reivindicações, e se comprometeu a defender a redução do horário de atendimento das agências, além de reforçar as medidas de segurança sanitária. A resposta às reivindicações serão apresentadas pela Fenaban ao Comando numa nova reunião, que inicialmente está programada para a próxima terça-feira, 9.
Confira abaixo as reivindicações apresentadas à Fenaban:
- que os bancos diminuam o horário de atendimento nas agências;
- que os bancos, que aumentaram o trabalho presencial, recuem e voltem a ampliar o home office para o maior número possível de bancários;
- que o atendimento presencial nas agências seja feito somente com agendamento;
- que cancelem visitas e atendimentos aos clientes fora das agências;
- que adotem o afastamento imediato de quem teve contato com colegas contaminados ou com suspeita de contaminação;
- que distribuam máscaras mais eficientes para os trabalhadores;
- que disponibilizem álcool em gel, principalmente no autoatendimento (alguns bancos não fazem isso);
- que instalem barreiras de acrílico nos caixas e mesas de atendimento nas agências;
- que parem de demitir na pandemia;
- e que parem de cobrar metas abusivas na plena pandemia.

