O retorno ao trabalho presencial no banco Itaú foi discutido ontem (9) pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) e o banco. Na reunião, o banco informou que planeja retomar o trabalho presencial no final deste mês de março em três modalidades diferentes, híbrido, presencial e flexível. Os trabalhadores que voltarem ao trabalho presencial vão deixar de receber a ajuda de custo em voga. Os outros dois casos continuam.
Os modelos híbrido e flexível terão dinâmicas de trabalho adequadas aos protocolos de segurança da pandemia de Covid-19, de acordo com o Itaú. No modelo híbrido o trabalhador deve ocupar espaço dedicado ao seu time sem agendamento, quando presentes polo.
Já no flexível, o local de trabalho é apenas um suporte e deve ser reservado nos locais referentes, implementados para facilitar os encontros das equipes.
Na reunião, a representação trabalhista mais uma vez cobrou do banco a divulgação irrestrita de protocolos de segurança e forte fiscalização do cumprimento deles.
Para Carlão, diretor do Sindibancários do Espírito Santo, o processo precisa ser acompanhado com atenção pela categoria, visto a alta taxa de contaminação por Covid-19 registrada nos últimos dois meses.
“A alta taxa de contaminação e o número ainda expressivo de pessoas não vacinadas mantém o risco à saúde dos bancários nesse período. Precisamos garantir o distanciamento mínimo, o uso de máscaras e um contingente baixo de aglomeração durante o trabalho”, explica.
A situação dos trabalhadores e trabalhadoras com comorbidades e grávidas também foi colocada em questão pelas lideranças sindicais. A reunião, entretanto, foi inconclusiva sobre esse ponto. O Itaú afirma ainda não ter uma definição a respeito.
PCD e banco de horas negativas
A demissão de pessoas com deficiência (PCDs) e a compensação do banco de horas negativas foram colocadas em questão pela COE no encontro.
O banco respondeu ao questionamento do COE sobre as demissões anunciadas recentemente. De acordo com o Itaú, tais vagas serão recompostas para o cumprimento da Lei de Cotas e estavam represadas em processos internos. O assunto segue em discussão no Grupo de Trabalho de Saúde.
Também em resposta ao COE, o Itaú apresentou o quadro de horas negativas dos bancários. O acordo do modelo de compensação do banco de horas negativas, negociado pela COE e aprovado pelos trabalhadores no início de 2021, garantiu aos bancários um período de 18 meses, a partir do mês de março, com o limite de duas horas por dia, para compensar as horas negativas.
Há um grupo reduzido de pessoas que não conseguirão pagar as horas até o limite do acordo. Por isso, o movimento sindical propôs que, a partir de 31 de agosto, vencimento do acordo, quem ficar devendo as horas, seja abonado, principalmente as gestantes. O Banco ficou de retornar à reivindicação o quanto antes.
O acordo de banco de horas negativas foi negociado para garantir os direitos dos trabalhadores que foram afastados ou trabalharam em regime de rodízio nas agências, por conta da pandemia de Covid-19.
Com informações da Contraf.

