As entidades sindicais da categoria bancária de todo o país estão mobilizadas contra as terceirizações fraudulentas do Santander. O banco tem usado outras empresas do próprio grupo econômico para contratar trabalhadores bancários, mas com salários rebaixados, direitos reduzidos e com outra representação sindical. Os representantes dos empregados reivindicam que o Santander inicie as negociações para que esses trabalhadores sejam reconhecidos como bancários e que cumpra a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.

O Santander tem priorizado colocar nessas empresas trabalhadores de áreas estratégicas, como da tecnologia da informação, call center e comercial, privando-os dos direitos conquistados pela categoria bancária, como PLR, vale-alimentação, e submetendo-os a salários e valores de benefícios rebaixados.

“Mesmo com lucro estratosférico em plena pandemia, de R$ 4,27 bi no último trimestre, o Santander mantém sua política perversa de retirar direitos e reduzir salários. Os trabalhadores continuam realizando as mesmas tarefas dos bancários. Se a função é mesma, os direitos e as remunerações devem ser os mesmos. Vamos seguir mobilizados para que o Santander reconheça esses trabalhadores como bancários e abra a negociação”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Jonathas Corrêa.

A representação dos trabalhadores, por meio Contraf, já encaminhou uma carta ao Santander expondo a situação e, mais uma vez, solicitando negociação.  O banco ainda não respondeu.

Organização sindical

Ao contratar e realocar trabalhadores para essas empresas, o Santander também interfere diretamente na organização sindical desses trabalhadores, tentando minar sua capacidade de organização e luta.

“A categoria bancária é uma das mais organizadas e fortes do país. Com essa forma de contratação fraudulenta o Santander quer enfraquecer a organização dos trabalhadores, reduzir o poder de negociação dos empregados para retirar direitos e o banco lucrar mais. Mas estamos mobilizados para barrar esse ataque e garantir os direitos dos trabalhadores”, afirma Corrêa.