Representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander apresentaram ao banco, na reunião dessa terça-feira, 28, um conjunto de reivindicações que tratam de três temas: banco de horas negativas, aditivo sobre compartilhamento de dados pessoais dos funcionários e mudanças nos procedimentos de testagem para covid-19. O Santander prometeu se manifestar sobre a contraproposta apresentada pela COE na reunião que acontece na próxima sexta-feira, 31.
O diretor da Fetraf RJ/ES e representante do ES na COE Santander, Cláudio Merçon (Cacau), explicou que antes da reunião com o banco a Comissão já havia se adiantado e feito a avaliação da proposta do banco. “Fizemos uma contraproposta ao banco em defesa dos interesses dos empregados, especialmente em relação ao banco de horas, que é uma das questões mais sensíveis da mesa de negociações”.
Ele destaca a redução do período de compensação de 18 para 12 meses e o início da contagem das horas. “Queremos a contagem a partir de maio, o banco quer começar a contar a partir de abril. Um mês faz muita diferença. Não aceitamos também fazer acordo para banco de horas positivo. Queremos negociar apenas o banco de horas negativas”. Cacau acrescenta: “Mas vamos aguardar qual será a devolutiva do banco na próxima reunião”.
Uso de dados
Além do banco de horas, a COE também questionou sobre uma proposta de aditivo ao contrato de trabalho que o banco está fazendo diretamente aos empregados. Assinado o aditivo os funcionários autorizam o Santander a compartilhar dados pessoais com terceiros.
“O Comando Nacional e os sindicatos estão orientando os empregados a não assinarem esse aditivo até que as negociações sobre o tema sejam definidas”. Segundo Cacau, o Santander precisa explicar detalhadamente como pretende utilizar essas informações pessoais de seus empregados com terceiros. O dirigente diz ainda que a redação do documento contraria o que determina a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP).
Covid-19
Outro ponto tratado na reunião se refere à alteração nos protocolos para testagem e retorno ao trabalho de empregados com suspeita de covid-19 ou que tiveram contato com colegas infectados.
O banco realizou parceria com algumas redes de farmácias e fará o teste rápido (eco teste) nos funcionários com suspeita de infecção pelo novo coronavírus e naqueles tiveram contato com eles. Caso seja confirmada a contaminação pelo novo coronavírus, o funcionário será afastado e todos serão monitorados por 14 dias para verificar se há o surgimento de sintomas de covid-19. O empregado que testar positivo fará uma retestagem pelo método de biologia molecular (teste RT-PCR) para confirmar, ou não, o resultado.
Mais do que o tipo de teste realizado, entretanto, a preocupação da COE é com a possibilidade de o trabalhador que acusar negativo pela testagem rápida retornar ao trabalho e contaminar seus colegas, uma vez que este tipo de teste tem grande probabilidade (cerca de 30%) de dar resultado errado (falso negativo, ou falso positivo).
O banco se comprometeu que, independente do teste, fará o acompanhamento das pessoas por 14 dias para verificar se há o surgimento de sintomas da doença. E pediu para se aguarde um mês para que haja uma possibilidade de analisar os resultados deste novo protocolo de procedimentos.
Além dos pontos que já estão na pauta de negociações, o banco adiantou que quer tratar nas próximas reuniões sobre o teletrabalho e a Participação dos Lucros e Resultados (PLR).
(Com informações da Contraf)









