
União e força: representantes de entidades sociais, sindicais e partidos fizeram o abre-alas da manifestação com os braços entrelaçados (Foto: Sérgio Cardoso/Sindibancários/ES)
Os movimentos sociais não esperaram sequer 24h para dar uma resposta aos ataques terroristas protagonizados por bolsonaristas, nesse domingo, Brasília. O dia 8 de janeiro de 2023 entra para as páginas tristes da nossa história. Foi o dia em que fascistas de extrema-direita atacaram o coração da democracia: Palácio do Planalto, Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, que representam os três poderes constituídos da República. Ainda na noite desse domingo, as Frentes Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, Fórum das Centrais Sindicais, Coalizão Negra Por Direitos e Convergência Negra convocaram os movimentos populares para atos por todo o país no final da tarde desta segunda-feira, 09. Em Vitória a concentração teve início por volta das 16h, na Ufes. De lá, trabalhadores, trabalhadoras, estudantes, militantes sociais e lideranças políticas seguiram até a Assembleia Legislativa do Espírito Santo, onde o ato se dispersou por volta das 20h. A manifestação transcorreu pacífica e sem registros de incidentes.
Durante todo o trajeto, os manifestantes que participavam do ato em defesa da democracia, das instituições e da soberania do voto popular, puxavam rimas em protesto aos atos terroristas de domingo: “Sem anistia, sem perdão. Quero golpistas e Bolsonaro na prisão”; “Recua fascista, recua. É o poder popular que está nas ruas”; “Não é de bem, nem cidadão. Todo fascista é inimigo da nação”. Um cântico especial foi dirigido ao senador eleito Magno Malta (PL), que gravou um vídeo nas redes sociais apoiando os atos golpistas: “Parlamentar golpista, aqui não tem perdão. Alô, Magno Malta, quero a sua cassação”.
Dirigentes do Sindicato dos Bancários/ES marcaram presença no ato. Na avaliação de Carlos Pereira de Araújo (Carlão), diretor do Sindicato e membro do Comando Nacional dos Bancários, os ataques terroristas desse domingo precisavam de uma resposta imediata do povo brasileiro. “Quem zela pela democracia tem o compromisso de ir para as ruas defendê-la com unhas e dentes”, afirma.
Para Carlão, os brasileiros e brasileiras que defendem a democracia têm plena consciência de que os ataques terroristas atentam diretamente contra as conquistas do povo. “Saímos dos anos de chumbo e entramos no processo de redemocratização com a missão de escrevermos uma nova Carta que desse um novo rumo para o país. A Constituição Cidadã de 1988 veio para fortalecer o Estado Democrático de Direito e assegurar respeito aos direitos fundamentais. Não vamos aceitar nenhum retrocesso. Durante o processo eleitoral integramos essa frente ampla para eleger Lula e defender a democracia. Derrotamos Bolsonaro, mas a luta contra o fascismo continua. A classe trabalhadora e a população em geral são os legítimos guardiões da nossa democracia. É por ela que estamos aqui hoje e estaremos sempre que ousarem ameaçá-la ”, enfatiza Carlão.
O dirigente também cobra uma resposta rápida das instituições aos ataques terroristas desse domingo. As últimas informações das forças de segurança de Brasília, sob intervenção federal desde domingo, estimam que mais de 1.500 bolsonaristas fascistas já estão detidos. O acampamento que estava em frente ao quartel do Exército também já foi desmontado.
“Os movimentos sociais têm o compromisso de continuar acompanhando o desenrolar das investigações de perto para que os financiadores dos atos golpistas também sejam identificados e responsabilizados criminalmente. O recado que ecoou das ruas do Espírito Santo e de outros estados brasileiros nesta segunda-feira é direto e inequívoco: não iremos transigir com golpistas. Sem anistia e sem perdão!”, adverte Carlão.
Confira as fotos da manifestação
(Crédito: Sérgio Cardoso/Sindibancários/ES)

