Sindibancários/ES defende promoção por mérito a todos os empregados da Caixa

21/10/2019 14:15

Para Lizandre Borges, da diretoria do Sindibancários/ES, a proposta que está sendo apresentada ao banco pode ser melhorada com a retirada dos critérios subjetivos de promoção

Nesta terça-feira, 22, na reunião com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), deve ser apresentada a devolutiva do banco à proposta que altera os critérios de promoção por mérito. No último dia 14, a comissão paritária formada por representantes dos empregados e da direção da Caixa se reuniu, em Brasília, para retomar o debate sobre o tema.

A proposta apresentada à Caixa, prevê pontuação final de até 70 pontos: 50 pontos por critérios objetivos e 20 pontos por subjetivos. Ao alcançar 40 pontos, o empregado teria direito a um delta. A diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges, lembra que a proposta sugerida é semelhante à de 2015. “Consideramos a proposta insatisfatória. Defendemos que todos recebam um delta por mérito por ano. Afinal, todos contribuem para que o banco atinja suas metas e resultados”, afirma Lizandre.

De acordo com ela, falta transparência quando se usa critérios subjetivos para avaliar o empregado. Lizandre critica também a régua de corte, que estabelece que o funcionário atinja ao menos 40 pontos para conquistar um delta por mérito. “Muitos empregados podem zerar e a cada dois anos só receber um único delta por antiguidade. Essa proposta que está sendo apresentada à Caixa pode ser melhorada se forem retirados os critérios subjetivos de promoção por mérito”, aponta Lizandre.

Histórico
Em 1996, os empregados da Caixa deixaram de ter a promoção por merecimento, forma de progressão no Plano de Cargos e Salários (PCS), e a promoção por antiguidade, que era aplicada a cada dois anos completados do contrato de trabalho. A situação agravou-se após 1998, quando os novos contratados passaram a ser enquadrados em um novo PCS que, na carreira administrativa, possuía apenas 15 referências, com piso e teto que, atualizados pelos índices de reajuste alcançados, são atualmente de R$ 2.949 e R$ 3.788, respectivamente.

Por esse critério, a última referência do PCS, que seria alcançada pelo empregado somente após 30 anos de trabalho, considerando as promoções por antiguidade a cada dois anos, era apenas R$ 839 maior que a referência de ingresso no banco. Em 2008, os empregados conquistaram a unificação dos PCSs, ampliando o teto e restabelecendo também as promoções por merecimento e antiguidade. O novo PCS, atualmente em vigência, passou a contar então com 48 referências, sendo a inicial (201) de R$ 2.955 e a última (248) de R$ 8.633, diferença de R$ 5.678.

Considerando a concessão de um delta por mérito/ano; e um delta por antiguidade a cada dois anos, para alcançar o topo do novo PCS, o empregado teria que receber, ao longo de 32 anos de trabalho na Caixa, 3 deltas a cada dois anos – 2 por merecimento e 1 por antiguidade, conquistando, assim, as 48 referências possíveis.