Diretores do Sindibancários/ES se reuniram com o Gerente Regional do Bradesco, Geferson Rui Henker, na manhã desta quinta-feira, 20. Durante o encontro, os diretores apresentaram uma série de questionamentos a respeito de pautas como: cobrança abusiva de metas, fechamento de unidades e demissão de funcionários, sobrecarga de trabalho, ampliação da precarizada rede Bradesco Expresso e direito dos clientes ao atendimento presencial.

O Sindicato apresentou o seu repúdio em relação ao fechamento dos postos de caixa, defendendo o direito de os clientes serem atendidos de forma presencial, bem como criticando a política do banco de fechar unidades e apostar na rede do Bradesco Expresso, que precariza ainda mais as relações de trabalho, além de não oferecer todo suporte, segurança e comodidade no atendimento ao cliente.

“Um trabalhador do Bradesco Expresso faz tudo que um bancário faz, mas não recebe nem 1/3 do que um bancário recebe. Eles atuam como bancários, mas não recebem os direitos da categoria. São comerciários que trabalham 44h semanais em ambientes muitas vezes improvisados que não garantem condições de trabalho, tampouco um atendimento de qualidade”, explicou Fabrício Coelho, diretor do Sindicato. “É direito do cliente ser atendido de forma presencial no banco independente dos canais alternativos que ele oferece. Essa ideia de que toda a população está incluída digitalmente é uma mentira. Boa parte da população brasileira ainda não tem acesso a celulares com memória e planos de internet para realizar transações bancárias através dos apps. É nítido que o Bradesco foi extinguindo a função de caixa e empurrando esse atendimento e esses clientes para os correspondentes, uma vez que não tem interesse em atender a população em geral, pois prioriza em suas agências apenas a cartela de clientes considerada alta renda”.

Ainda de acordo com Fabrício, o excesso de reuniões diárias para cobrança abusiva de metas tem adoecido os funcionários. “Há unidades realizando até três reuniões por dia para cobrança de metas. Toda essa pressão no cotidiano, somada às ameaças constantes de demissão, ampliam muito o estresse no ambiente de trabalho, uma rotina que fica ali no limiar do assédio moral. O Bradesco é o banco que mais demitiu no estado nos últimos quatro anos”, criticou Coelho.

Nos últimos cinco anos o Bradesco reduziu em quase 25% o quadro de funcionários no Espírito Santo. Ao todo foram fechadas onze unidades na Grande Vitória e no interior do estado, resultado da reestruturação imposta pelo banco. A redução do número de unidades sobrecarrega ainda mais os funcionários das demais agências.

Ao final da reunião, o Gerente Regional se comprometeu a fazer uma revisão a respeito do excesso de reuniões, bem como a se movimentar no sentido de observar mais as unidades que ficaram sobrecarregadas absorvendo os clientes das agências que foram fechadas, reforçando o quadro de trabalhadores nos dias em que há maior demanda.