A apresentação das novas diretoras liberadas do Banco do Brasil (BB) e as condições de trabalho dos bancários e das bancárias foram os assuntos discutidos na reunião entre o Sindibancários e representantes da instituição financeira, ocorrida na tarde dessa segunda-feira (30). “A apresentação é necessária. Os representantes do banco ainda não nos conheciam como diretoras liberadas. É importante para criar relacionamento, já que, qualquer tratativa, qualquer comunicação com o sindicato, é feita conosco”, diz a diretora Claudia Patricia Ribeiro.
Além de Claudia, participaram as outras duas novas diretoras liberadas, que são Bethânia Franco de Andrade Medeiros e Maria da Glória Dias de Souza, que estavam acompanhadas de Maria Goretti Barone e Idelmar Casagrande, também diretores do sindicato. A reunião contou ainda com a presença dos representantes da Superintendência Estadual do BB, das regionais de Vila Velha e Vitória, da Gepes Rio, com o assessor da plataforma Gepes no Espírito Santo e com a gerente da PSO.
Envio indevido de mensagens
No que diz respeito às condições de trabalho, o Sindicato abordou a queixa das trabalhadoras e trabalhadores quanto ao envio de mensagens por parte do banco fora do horário de trabalho, inclusive para o celular pessoal das bancárias e bancários. Mesmo se fosse para o aparelho corporativo, conforme destaca Claudia, essa iniciativa não deveria acontecer, uma vez que, na cláusula 23 do Acordo Coletivo de Trabalho do BB, o banco se compromete a “regulamentar, nos normativos internos, a proibição do envio de mensagens por telefone que tratem de cobrança de metas e resultados fora do horário de trabalho”.
Claudia também recorda que na cláusula 23 consta que o banco não deve expor “publicamente o ranking individual de seus empregados”, o que tem sido feito por meio do envio das mensagens. “As pessoas estão adoecendo por causa da cobrança pelo cumprimento de metas”, destaca a diretora. Diante da denúncia feita pelo Sindicato, a representação da Gepes afirmou que casos desse tipo devem ser reportados a esse órgão para que as providências sejam tomadas.
Prevenção à covid-19
Outro assunto dentro da temática das condições de trabalho que foi abordado durante a reunião foi a questão dos protocolos de combate e prevenção à Covid-19. “Salientamos que é preciso que os protocolos sejam rigorosamente cumpridos, inclusive, com campanhas de incentivo à vacinação por parte do banco para atingir uma pequena parcela das trabalhadoras e trabalhadores que ainda estão resistentes à imunização”, diz Claudia.
A dirigente também destacou a necessidade do incentivo à imediata comunicação ao banco, por parte das bancárias e bancários, caso tenham sintomas de covid-19 ou tenham tido contato com alguém positivado para a doença. Essa comunicação, explica Claudia, é importante para que essas trabalhadoras e trabalhadores sejam afastados do ambiente de trabalho o mais breve possível para não infectar colegas, clientes e familiares dessas pessoas, evitando aumento da cadeia de transmissão do coronavírus.
A situação da aglomeração nos refeitórios também foi relatada para os representantes do BB, uma vez que, normalmente, esse espaço das agências é pequeno, impossibilitando o distanciamento social. Assim, explica Claudia, é preciso que a instituição financeira tome medidas de prevenção, como a possibilidade de rodízio na hora do almoço, bem como o incentivo à não permanência no refeitório após a alimentação, já que é um espaço onde as pessoas necessariamente precisam tirar a máscara para poder se alimentar.
Contato com a Gestão de Pessoas
Durante a reunião, o sindicato defendeu um atendimento mais pessoal e acolhedor por parte da Gestão de Pessoas, principalmente nas demandas relacionadas à saúde. Segundo Claudia, a falta de pessoalidade e de acolhimento é perceptível, por exemplo, no fato de que o atendimento é feito somente por meio do Fale Conosco. Além disso, afirma, falta celeridade nas respostas, problema que também foi relatado aos representantes do banco.

