Sindicato cobra Caixa sobre imposição de horário e ameaça de perda de função

13/05/2020 20:41

Os gerentes vêm sendo obrigados a chegar às 7h, sob pena de perda da função. A Superintendência da Caixa prometeu averiguar as denúncias do Sindibancários/ES

As diretoras do Sindicato dos Bancários/ES Rita Lima e Lizandre Borges se reuniram virtualmente nesta quarta-feira, 13, com o superintendente da Caixa Econômica no Espírito Santo, Denis Mendes de Melo Matias. Na pauta, a imposição da Caixa que obriga os gerentes a chegarem antes das 7h, a fazerem a triagem da fila e a garantirem que os clientes ocupem 50% dos assentos das agências. Caso não cumpram essas determinações ficam sujeitos à perda da função. As denúncias que têm chegado ao Sindicato também informam que os gerentes devem tirar várias fotos durante o dia e enviá-las à Superintendência Executiva de Varejo (SEV) para comprovar que não há filas nas portas das agências.

Matias alegou desconhecer as irregularidades apontadas pelo Sindicato, mas prometeu que irá averiguar. Lizandre diz que essas imposições não foram formalizadas pelo banco por meio de um documento, mas que as informações que chegam ao Sindicato confirmam as irregularidades. “Essa situação é pública. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, desrespeita a legislação trabalhista quando diz abertamente que os empregados devem chegar mais cedo e atender até o último cliente”, afirma Lizandre.

CAIXA IMPÕE A GERENTES QUE “MADRUGUEM” NAS AGÊNCIAS SOB PENA DE PERDA DE FUNÇÃO

Além dessas irregularidades, as dirigentes também cobraram do superintendente a adoção de equipamentos de proteção individual (EPIs) para garantir mais segurança aos empregados que estão expostos ao novo coronavírus. Os empregados que fazem o atendimento nas mesas, explica Lizandre, devem usar, além da máscara, o protetor facial. “A orientação é sempre fazer o atendimentos nos guichês, que já contam com a placa de acrílico para proteger o empregado e o cliente. Mas nas agências que precisam recorrer ao atendimento nas mesas, reforçamos a exigência do protetor facial”. Lizandre disse que o superintendente ficou de estudar uma solução para atender a essa reivindicação do Sindicato.

“Vamos continuar acompanhando se o banco está impondo procedimentos que firam a legislação trabalhista e o Acordo Coletivo. Pedimos aos bancários que continuem denunciando ao Sindicato qualquer arbitrariedade”, afirma a dirigente.