Há 89 anos, num 12 de janeiro, nascia o Sindicato dos Bancários do Espírito Santo. Para marcar as oito décadas e nove anos de luta em defesa da categoria e da classe trabalhadora, diretores da entidade realizaram na manhã de hoje um ato em frente à agência Beira-Mar da Caixa Econômica Federal, em Vitória, banco que também comemora nesta data 162 anos de existência. Bancários, bancárias e clientes receberam flores, bolo e um panfleto relembrando a história da entidade e da Caixa.
Após o ato, diretores do Sindicato percorreram o prédio Castelo Branco, onde funcionam os setores administrativos do banco. Atividades também aconteceram em agências da Caixa no interior do Estado promovidas pelas subsedes do Sindicato em Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e Linhares.
Trajetória de luta
“Muito fizemos até aqui e muito ainda temos a construir”, afirmou o Sindicato no material entregue. A entidade lembrou que desde sua fundação sempre defendeu os interesses da categoria e que com o surgimento do novo sindicalismo, na década de 80, encampou também as lutas gerais da sociedade, assumindo um caráter classista, não se furtando a fazer as lutas gerais da sociedade por um Brasil democrático e livre.
O diretor do Sindicato Carlos Pereira de Araújo (Carlão) reafirmou o papel da entidade ao longo de sua histórica, lembrando das lutas em prol da classe trabalhadora e da defesa intransigente da função social do sistema financeiro para que esteja a serviço do interesse social.
Ele destacou a marca social da Caixa, desde a sua fundação, em 1861, “que não pode ser perdida”, lembrando que era nesse banco que negros escravizados poupavam suas pequenas economias para um dia comprar a carta de alforria. “A Caixa sempre teve papel de financiar as políticas públicas. E no novo governo esperamos que o banco volte a intensificar suas políticas sociais junto à população mais pobre e tenha uma postura mais respeitosa junto aos seus empregados”, disse.
O diretor da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro – RJ/ES (Fetraf RJ-ES) Cláudio Merçon (Cacau) enfatizou a trajetória de luta do Sindibancários, lembrando os enfrentamentos com os banqueiros e com outros atores sociais quando a luta de classes se fez necessária. Também parabenizou os empregados da Caixa pela dedicação à sociedade, especialmente durante a fase crítica da pandemia da covid-19, ainda sem vacina, quando fizeram o trabalho de pagar benefícios sociais à população. “A Caixa não seria nada sem seus trabalhadores”, afirmou Cacau.
Ele mandou um recado para a nova presidenta da Caixa, que assume hoje o posto: Rita Serrano tem todo nosso apoio, mas, como independentes que somos, vamos cobrar, quando necessário, uma postura digna de presidente da Caixa.
Punição para assediadores
Cacau também lembrou o momento difícil vivido na Caixa no governo Bolsonaro e afirmou que se depender das cobranças do movimento sindical o ex-presidente do banco Pedro Guimarães não ficará impune pelo assédio moral e sexual cometido.


































