Em nova reunião realizada com a Superintendência Estadual do Banco do Brasil nesta terça-feira, 28, dirigentes do Sindibancários/ES cobraram do banco que bancários e bancárias coabitantes com pessoas do grupo de risco à contaminação pela covid-19 permaneçam em home office. A reunião, no entanto, terminou sem avanços, mais uma vez. A superintendente Estadual do BB, Ana Paula Matos, e a gerente da Gepes Rio, Mônica Carvalho Bastos, mantiveram o mesmo discurso da direção do banco e não firmaram compromisso de respeitar o direito à preservação da vida desses empregados e de seus familiares.
Além da reunião, o Sindibancários/ES enviou notificação para todos os gestores de agências e de órgãos regionais do BB no Espírito Santo. No documento, o Sindicato alerta que o retorno de bancários nessas condições ao trabalho presencial oferece risco aos seus familiares do grupo de risco que com eles coabitam, podendo levá-los ao óbito. O Sindicato, no documento, notifica os gestores para que:
“…suspendam a convocação para trabalho presencial dos funcionários com autodeclaração de coabitação com pessoas que correm risco de complicações associadas à COVID-19, sob risco de responsabilização cível e criminal dos gestores e responsáveis em caso de exposição, contagio ou morte de entes que coabitam com funcionários convocados ao trabalho a partir de 27/07/2020. Solicitamos que os funcionários sejam mantidos em trabalho remoto enquanto perdurar o estado de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus.”
Durante a reunião, a superintendente estadual do BB voltou a alegar que a convocação desses empregados é necessária para aliviar a sobrecarga dos bancários que estão atuando nas agências. O argumento foi refutado pelos diretores e diretoras do Sindicato, que defenderam o rodízio de bancários.
“Os bancários que estão na linha de frente, trabalhando presencialmente, estão sobrecarregados. Mas uma das saídas para esse problema é a realização de rodízio para quem está apto a trabalhar presencialmente. Além disso, a causa para essa sobrecarga de trabalho está na escassez de empregados, já que o BB não faz concurso há anos, e na imposição de metas absurdas, mesmo em meio à pandemia, que pressionam ainda mais os empregados nas agências”, enfatizou o diretor do Sindibancários/ES, Thiago Duda.
A orientação da superintendente, Ana Paula Matos, é que os gestores dialoguem com os funcionários e que caso ocorra qualquer problema o Sindicato reporte à Superintendência. “Solicitamos aos bancários e bancárias que se sentirem forçados a retornarem ou tiverem qualquer outro problema, que acionem o Sindicato”, orienta a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.
Atenção bancário e bancária!
O Sindibancários/ES volta a alertar que assim como houve um termo que teve que ser assinado por aqueles que se autodeclararam coabitantes com pessoas do grupo de risco, as convocações para retorno ao trabalho presencial também devem ser feitas por escrito. O bancário convocado deve solicitar ao gestor que assine o termo de ciência em que ele informa as condições de saúde do seu familiar.
O termo deve ser encaminhado para o e-mail do gestor e da caixa da agência, para que algum responsável, na ausência do gestor, tenha acesso. O bancário também deve enviar uma cópia para o Sindibancários/ES: secretariageral@bancarios-es.org.br
Não aceite chamado de retorno via mensagem SMS, Whatsapp ou por ligação telefônica. Os empregados e empregadas que coabitam com pessoas do grupo de risco devem analisar com cautela todos os riscos inerentes à volta ao trabalho nas unidades e buscar orientações com o médico que acompanha o seu familiar.









