Os diretores e diretoras do Sindicato dos Bancários/ES realizaram ação sindical na agência do Bradesco e Itaú, no Centro de Vila Velha, na última terça-feira (16). A ação fez parte de mais um Dia Nacional de Luta contra as demissões, como parte da campanha que denuncia a política do banco de reduzir empregos e fechar unidades enquanto amplia seus lucros.

Durante a ação, os dirigentes conversaram com os funcionários e com a população sobre as metas intransponíveis, a escalada de adoecimento entre os trabalhadores e trabalhadoras do banco, o assédio moral, fechamento de agências e a enxurrada de demissões.

Fabrício Coelho, diretor do Sindibancários/ES, lembrou que o fechamento de agências gera uma série de problemas, tanto para funcionários, quanto para clientes. “O fechamento de agências, segue esse problema de concentrar funcionários no lugar, acirrar a competição, acirrar as metas, ampliar o assédio. A cultura organizacional dos bancos é baseada em desorganizar o ambiente de trabalho, criando esse ambiente de exigir o que não se precisa. E isso tudo causa um adoecimento muito grande na categoria. Além disso, precariza o atendimento à população”, disse Fabrício.

Em relação ao adoecimento da categoria, os dirigentes lembraram da Campanha Menos metas, Mais saúde, realizada pelo sindicato que apresentou os números oficiais do Ministério da Saúde e da Previdência Social, mostrando que a cada quatro funcionários que foram afastados pelo INSS por adoecimento mental, um era bancário.

Fabrício ressaltou ainda a importância de procurar ajuda em casos de adoecimento. “Não fique sem fazer nada, não deixe de buscar auxílio e ajuda. Não comece a achar que o problema é você, a sua vida, o jeito que você se relaciona com a sua família, com seus filhos. Se esse banco está fazendo com que você adoeça, procure ajuda para que você se proteja em relação ao seu emprego. Procure auxílio psicológico, psiquiátrico”, explicou e alertou “Porque ao final de tudo isso que a gente falou, o banco descarta as pessoas. Sem justificar, só demite e descarta, como quem descarta papel”.

O sindicato também ressaltou o convênio estabelecido com a Universidade Federal do Espírito Santo, Departamento de Psicologia, para acolhimento e atendimento daqueles funcionários e funcionárias que estejam passando por algum adoecimento mental.

De acordo com Claudio Merçon (Cacau), a política dos bancos privados é de redução drástica do seu quadro de funcionários, a exemplo de como vem fazendo o Santander que já terceirizou metade da sua força de trabalho. “No Santander, por exemplo, 50% daqueles que eram funcionários do banco, hoje são terceirizados, ganhando menos e sem os direitos que a nossa categoria tem. Lembrando que nós somos a única categoria que tem uma Convenção Coletiva Nacional, ou seja, todos os bancários do Bradesco, do Itaú tem os mesmos direitos no Brasil inteiro, e é isso é fundamental. Na medida em que o banco terceiriza, ele não tem a obrigação de pagar todos esses direitos. Essa é a lógica dos bancos para ampliar seus lucros”, denunciou Cacau.