Os diretores do Sindicato dos Bancários/ES Lizandre Borges e Igor Bongiovanni se reuniram com o Superintendente Regional em exercício, Vítor Luiz Casali Binda, com a Gerente Administrativa da SR, Cristiane de Souza Ribeiro, e com os SEVs. Na pauta, os pontos falhos dos protocolos covid e o não fornecimento de máscaras PFF2 ou N95 e álcool gel nas agências.
Sobre a falta de rigor nos protocolos, Igor lembrou ao SR que a CE 058, de novembro de 2021, já está defasada em relação ao atual momento da pandemia. “Na ocasião desta CE, ainda não havia a variante ômicron. À época, a taxa média de retransmissão no Brasil estava em 0,7. Hoje, com a ômicron, essa taxa se aproxima de 5. Os protocolos precisam ser atualizados para a atual realidade. Desse jeito que está não ajuda os bancários, o Sindicato e tampouco os gestores”, aponta Igor.
O dirigente afirmou na reunião que há uma falha de comunicação entre gestores e empregados com relação aos protocolos. “Insistimos que é preciso informar toda a equipe. Há dúvidas tanto dos gestores como dos empregados. Todos e todas precisam ler, compreender e discutir os protocolos. Dominar os protocolos é fundamental para o empregado cumpri-los e cobrá-los”, assinala.
Máscaras e álcool gel
O Sindicato relatou ao SR que tem recebido denúncias recorrentes dos empregados sobre o não fornecimento de máscaras tipo PFF2 ou N95 e álcool gel nas agências. Segundo Igor, esses são itens essenciais, ao lado do distanciamento social, para manter o cumprimento dos protocolos e reduzir a exposição ao vírus. Foi cobrado do SR que o fornecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPI), no caso as máscaras, é de inteira responsabilidade do banco.
Os representantes da SR argumentaram que o pronto-pagamento da agência não prevê a compra de matéria descartável, se referindo à aquisição de máscaras. Igor ponderou que as máscaras tipo PFF2 ou N95 não podem ser consideradas descartáveis, porque são reutilizáveis até por uma semana.
Casali Binda afirmou que iria rever a restrição para aquisição das máscaras pelo pronto-pagamento e tentar solucionar a reposição do álcool gel nas agências. O SR em exercício, após reafirmar o compromisso com o cumprimento dos protocolos, também disse que conversaria com os gerentes gerais para melhorar a comunicação com os empregados. Os SEVs também assumiram o compromisso de melhorar a comunicação e fazer cumprir os protocolos com mais rigor.
Igor avisa que o Sindicato seguirá fiscalizando se os protocolos estão sendo aplicados com o rigor necessário, e se o fornecimento de máscaras e álcool gel será normalizado. O dirigente também pede aos empregados e às empregadas da Caixa que continuem comunicando as irregularidades relacionadas aos protocolos da covid para que o Sindicato possa tomar providências.

