Diretores e diretoras do Sindibancários/ES se reuniram na manhã desta sexta-feira, 24, com a superintendente Estadual do Banco do Brasil, Ana Paula Matos, e a gerente Gepes Rio, Mônica Carvalho Bastos, para discutir a recente medida do banco de convocação de retorno ao trabalho presencial dos empregados e empregadas que coabitam com pessoas do grupo de risco à covid-19. O encontro, no entanto, terminou sem avanços. Na mesma linha da direção do BB, a superintendente afirmou que a decisão de convocar esses bancários e bancárias está nas mãos dos gestores das unidades.
Os diretores do Sindibancários/ES reforçaram durante a reunião a necessidade de garantir a continuidade do isolamento social de bancários nessas condições, tendo em vista que a pandemia não está sob controle na maioria das cidades capixabas.
“O banco jogou a responsabilidade de definir quem retorna ao trabalho presencial para cima dos gestores. Oficialmente, de acordo com a superintendente, não haverá convocação em massa e cada caso pode ser discutido entre o bancário e o seu gestor. No entanto, sabemos que o BB pode pressionar os gestores a convocarem esses bancários por meio da imposição de altas metas. Precisamos ficar atentos”, alertou o diretor do Sindibancários/ES, Thiago Duda.
No Espírito Santo, são 45 cidades classificadas com risco moderado, 14 com risco alto e apenas 19 com risco baixo de contaminação pelo coronavírus. Nesta sexta-feira, 24, o Estado registrou o total de 2.373 mortes pela covid-19. A decisão do BB em convocar bancários coabitantes com pessoas do grupo de risco é uma irresponsabilidade e desrespeita a proteção à vida desses empregados e seus familiares, como destaca a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.
“Não houve avanços na reunião com a superintendência, que mantém o mesmo discurso da direção do BB. Mas alertamos que tanto os gestores como a superintendência serão responsabilizados caso haja contaminação de algum familiar de bancários que se enquadram nessa situação. É no mínimo irresponsável essa medida do Banco, que mantém uma gestão intransigente e de desrespeito aos seus empregados”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Goretti Barone.
Um dos argumentos utilizado pela direção do BB para a necessidade de retorno desses bancários ao trabalho presencial é a sobrecarga de atividades sobre aqueles empregados que continuam nas agências. No entanto, uma das soluções para esse problema é o rodízio de bancários, como aponta Goretti. “Quem está na linha de frente está muito sobrecarregado. Esse também é um problema que tem quer ser solucionado. A saída é realizar um rodízio entre os bancários e bancárias que podem trabalhar presencialmente, e não colocar em risco a vida dos familiares de bancários que coabitam com pessoas do grupo de risco”.
Na próxima terça-feira, 28, os diretores e diretoras do Sindibancários/ES voltam a discutir a questão com o comitê de crise do BB, em reunião às 10 horas.
Atenção bancário e bancária!
O Sindibancários/ES volta a alertar que assim como houve um termo que teve que ser assinado por aqueles que se autodeclararam coabitantes com pessoas do grupo de risco, as convocações para retorno ao trabalho presencial também devem ser feitas por escrito. O bancário convocado deve solicitar ao gestor que assine o termo de ciência em que ele informa as condições de saúde do seu familiar.
O termo deve ser encaminhado para o e-mail do gestor e da caixa da agência, para que algum responsável, na ausência do gestor, tenha acesso. O bancário também deve enviar uma cópia para o Sindibancários/ES: secretariageral@bancarios-es.org.br
Não aceite chamado de retorno via mensagem SMS, Whatsapp ou por ligação telefônica. Os empregados e empregadas que coabitam com pessoas do grupo de risco devem analisar com cautela todos os riscos inerentes à volta ao trabalho nas unidades e buscar orientações com o médico que acompanha o seu familiar.
O bancário ou bancária que coabita com pessoas do grupo de risco que se sentir pressionado a retornar ao trabalho presencial deve procurar o Sindibancários/ES.









