Dirigentes do Sindibancários/ES participam de ato político-cultural

Fotos: Sérgio Cardoso

Um ato unificado reuniu trabalhadores do campo e da cidade nesta sexta-feira, 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. Realizado na Praça Getúlio Vargas, no Centro de Vitória, o ato foi mais um dia de luta pelo fim da escala 6×1, contra a terceirização, fim da pejotização, por melhores condições de trabalho, por mais dignidade e pelo fim do feminicídio. 

Grupo Mulheres na Roda de Samba

O ato teve Samba do Trabalhador com Regional da Nair, grupo Mulheres na Roda de Samba e Coral do Triplex para comemorar a história de luta da classe trabalhadora. Crianças também aproveitaram as atividades com pula-pula, pipoca, algodão doce e picolé.

Dirigentes do Sindicato dos Bancários/ES participaram da atividade. Carlos Pereira de Araújo (Carlão), coordenador-geral da entidade, destacou a urgência de unidade e mobilização da classe trabalhadora para barrar retrocessos e garantir o fim da perversa jornada de trabalho 6×1.

Carlos Pereira de Araújo (Carlão)

“Neste 1º de maio temos muito o que lutar. A data simboliza a luta histórica dos trabalhadores por direitos e melhores condições de trabalho. É isso que estamos reivindicando quando exigimos a redução da jornada de trabalho com o fim da escala 6X1, uma das lutas centrais deste ano. Além do fim da escala 6×1, estamos na luta pelo fim da pejotização, contra as altas taxas de juros, para defender a soberania nacional e pelo fim do feminicídio. É um absurdo, nós homens temos que tomar atitude, não adianta condenar, temos que ser anti-machistas, inclusive denunciar e intervir”, afirmou o dirigente.

Carlão também falou sobre a derrubada do veto ao projeto da dosimetria: “Gostaria de deixar registrado o absurdo que o Senado e a Câmara fizeram de anistiar os golpistas, foi um tapa na cara do povo brasileiro. Se o golpe tivesse dado certo, a gente não estaria nem na praça hoje, a gente estaria sob uma ditadura”.

A defesa da soberania, o combate ao fascismo e a luta pelo fim do feminicídio e de toda forma de violência contra as mulheres também ocupatam lugar central na pauta de luta da classe trabalhadora. 

O dirigente da Intersindical, Renan de Almeida, além de reafirmar a importância da luta pelo fim da escala 6×1, fim da pejotização, contra a precarização do trabalho e contra o feminicídio, frisou a importância da luta política: “Temos uma tarefa importante em outubro de 2026 que são as eleições, a tarefa da gente mudar aquele Congresso Nacional, nossa Assembleia Legislativa para termos representantes não de lobistas, mas representantes do povo e da classe trabalhadora”.

Renan de Almeida, representante da Intersindical – Central da Classe Trabalhadora

A atividade reuniu centrais sindicais, sindicatos, movimentos sociais e parlamentares. Trabalhadores do campo reafirmaram o direito à terra e a luta pela reforma agrária. “A importância deste 1º de maio é representar a nossa luta e o nosso dia a dia. Queremos terra para plantar e colher, porque o nosso objetivo é resistir, lutar e vencer”, afirmou Edna, do Movimento Resistência e Luta pela Terra.

O Movimento Nacional de Luta pela Moradia também esteve presente levando suas pautas de moradia, acesso à cidade e políticas públicas. “Hoje o MNLM está na rua entendendo que a pauta da moradia atravessa a classe trabalhadora brasileira. A nossa ocupação é formada por trabalhadores e trabalhadoras, então faz muito sentido a gente se somar à luta histórica do povo trabalhador”, declarou Lucas Costa, integrante do movimento.

Jessé Gomes, do Sindicato dos Trabalhadores de App do ES (SINTAPPES), afirmou que por muito tempo o trabalhador por aplicativo ficava distante da oportunidade de participar do 1º de maio, mas entendeu que é preciso se organizar. “O trabalhador por aplicativo, por muito tempo, por não haver um ordenamento jurídico que garanta o nosso vínculo, fica às vezes em segundo plano. Mas isso tem mudado, centrais sindicais têm se importado com a nossa luta e cada dia mais a gente vai se preocupando em agregar mais pessoas para avançarmos em situações de trabalho decentes para todos os trabalhadores por aplicativos”, finalizou Jessé.

O ato unificado foi organizado pelas seguintes centrais: Intersindical – Central da Classe Trabalhadora, CUT, CTB, CSB, Força Sindical e Nova Central.