Ritmo intenso de produção, pressão excessiva, metas a cumprir… Conviver com essas questões é uma batalha cotidiana e emocionalmente desgastante para os trabalhadores e trabalhadoras das agências bancárias. Não é à toa que os problemas de ordem emocional são hoje os principais causadores de adoecimento e afastamentos dentro da categoria.
De acordo com o último levantamento feito pelo Dieese, 27% dos auxílios-doença concedidos pelo INSS para empregados do setor bancário no ano de 2013 foram em função de transtornos mentais e comportamentais. Os números aumentam a cada ano, mas estas doenças seguem envoltas em uma série de preconceitos e negligências.
Por não terem obrigatoriamente manifestações físicas, os sintomas apresentados nestes casos de adoecimento podem passar despercebidos por quem convive com o adoecido ou a doença por vezes pode ser questionada por ser confundida com falta de interesse ou um comportamento deliberado da pessoa.
É preciso que os bancários identifiquem os fatores de risco e busquem espaços de diálogo com os colegas para ações coordenadas em conjunto com o Sindicato dos Bancários para antecipar soluções de promoção de saúde.
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