Em 2024, o Banco do Brasil implantou a versão piloto do Inova Espírito Santo. O programa prometia modernização, mas teve resultado contrário: metas superestimadas, encarteiramento dos clientes com critérios equivocados, dificuldades para se comunicar com o cliente (CRM 360), zeramento da produção, comprometimento da PLR Variável e impacto no crescimento profissional e na saúde dos trabalhadores.

Igor Chagas, diretor do Sindibancários/ES e bancário do Banco do Brasil, destacou que a implementação do Inova era uma tragédia anunciada: “É escandaloso que depois de terem insistido em um teste tão malfeito no Espírito Santo, mesmo avisados por nós de forma exaustiva, o Banco do Brasil retorne dois anos depois assumindo que o piloto foi uma tragédia, não indenizem ninguém pelos prejuízos causados e ainda imponham mais transtornos e mais prejuízos para os funcionários do estado”.

Agora, quase dois anos depois, o banco vai cancelar as 21 vagas de assistente de negócios que foram criadas e esses bancários não voltarão para suas antigas funções.

“Ficamos ansiosos com a possibilidade do cancelamento das vagas de assistentes criadas no Inova, pois as pessoas foram convencidas a irem para a área negocial, com o argumento de que seria melhor para todos. Quando os funcionários das agências afetadas perceberam que o piloto não seria expandido para o restante do país, expuseram o receio do cancelamento das vagas para seus gestores, que prometeram que essas vagas permaneceriam. Dois anos depois, o BB mudou de ideia “, afirmou Bethania Emerick, diretora do Sindibancários/ES.

Diante disso, o Sindicato solicitou que o critério de nomeação de assistentes de negócio que estão em excesso nas agências tenham prioridade. A Gestão de Pessoas, fechou com a Superintendência a prioridade nas nomeações desses funcionários tanto de maneira direta, quanto eventual triangulação para promoções ou lateralidade.

Nathalia Gallini, dirigente sindical e funcionária do Banco do Brasil, falou da solicitação feita pelo Sindicato: “Quando soubemos do corte das vagas, a primeira solicitação que fizemos foi que as pessoas das agências afetadas tivessem nomeação garantida nas vagas que já existem e nas que vão surgir, até que todos os excessos sejam regularizados. Felizmente, tivemos a garantia da gestão de pessoas e das superintendências envolvidas, que essa exclusividade será respeitada, de forma direta ou indireta”.

Há outra questão: ainda não tivemos a informação oficial sobre a quantidade de vagas disponíveis atualmente nos municípios afetados, mas já soubemos que é uma quantidade muito menor que os excessos e que a maioria delas está fora da região metropolitana.

Por isso, também foi solicitado que, quando o prazo acabar, os excessos não entrem em VCP se não existirem vagas no mesmo município para todos os funcionários das agências afetadas se esses funcionários estiverem mostrando interesse em se movimentar.

“Entendemos que esse processo de movimentação precisa ser feito de forma humanizada, dando tempo para as pessoas se movimentarem no mesmo município quando as vagas naturalmente surgirem”, ressaltou Nathalia.

Segundo o cronograma divulgado, a partir de 6 de maio esses bancários poderão fazer o ajuste pelo ARH e o início do VCP em 4 de agosto, tendo a duração de 120 dias.

“Teremos uma reunião na sexta-feira (10) e, caso não tenhamos uma resposta positiva, subiremos a alçada até chegar na Diretora de Pessoas, pois desconfiamos que essa movimentação do Inova esteja acontecendo à revelia da alta cúpula do banco”, completou Igor.