Bancários do BNB fecham reivindicações para Campanha 2020

14/07/2020 12:51

Bancários cobram renovação do atual Acordo Coletivo, abono das horas não trabalhadas durante a pandemia, criação de um grupo de trabalho sobre a covid-19 com participação das entidades representativas, entre outras reivindicações

Durante os dias 10 e 11 de julho, cerca de 70 delegados e delegadas participaram do 26º Congresso Nacional dos Funcionários do BNB, realizado em formato virtual em função da pandemia do novo coronavírus.

Após cerimônia conjunta de abertura dos encontros dos bancos públicos federais, realizada na sexta-feira, 10, os delegados e delegadas do BNB se reuniram do sábado para deliberar sobre as prioridades do funcionalismo para a Campanha Nacional 2020.

Os delegados aprovaram a recomendação de voto contrário à reforma estatutária da Camed e uma nota em defesa do BNB e do Nordeste, além da Minuta Específica de Reivindicações para o exercício 2020/2021, com destaque para os seguintes itens, que foram integrados à minuta:

  • Manutenção do atual acordo, acrescentado das novas cláusulas negociadas;
  • Defesa da mesa única de negociação;
  • Pagamento de vale transportes em caso de restrição dos transportes públicos;
  • Abono das horas não trabalhadas durante a pandemia;
  • Comitê de crise sobre Covid-19, com participação das entidades representativas;
  • Debate com o Banco sobre a questão do teletrabalho;
  • CrediAmigo e AgroAmigo sob coordenação dos funcionários concursados;
  • Atividades laborais que foram suspensas devem retornar de imediato no pós-pandemia.

Durante o evento foram realizados painéis de debates que trouxeram à tona a importância do BNB para a sociedade. A economista do Dieese Catia Uehara fez uma breve análise do balanço do BNB, destacando a atuação do banco no mircrocrédito e na agricultura familiar e criticou a proposta de alguns parlamentares em tentar distribuir os recursos do FNE para outros setores, o que limitaria a atuação do banco. Ela ressaltou ainda a importância de defender os bancos públicos, que atuam minimizando a desigualdade, estando presentes em lugares onde os bancos privados não têm interesse de atuar.

O coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB, Tomaz de Aquino, criticou a tentativa de esvaziamento do BNB, apontando a necessidade de mobilização dos empregados para preservação de sua função pública e social.

“Os bancos públicos estão sobre constantes ameaças nesse governo Bolsonaro. Nós sofremos isso sempre no BNB, que é fundamental para o desenvolvimento da nossa região. O governo quer esvaziar o BNB e nós não podemos deixar que isso aconteça, assim como não permitiremos a privatização do BB e o esvaziamento da Caixa, bancos que tanto prezam e se dedicam ao seu papel de desenvolvimento da nossa nação. Precisamos manter a nossa mobilização, mesmo à distância”, afirmou.

 

Com informações do Seeb Ceará