Se dependesse da direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), os empregados do grupo de risco estariam trabalhando presencial e expostos à covid-19. Entretanto, uma forte mobilização da Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) reverteu a decisão do banco. O diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Weber Birchler, conta que desde junho, quando o banco começou a cogitar o retorno dos empregados do grupo de risco, a Associação se manteve firme na posição de defender a permanência desses empregados em teletrabalho.
“Estamos acompanhando com atenção essa queda de braços e apoiando a Associação na defesa dos empregados do grupo de risco. A decisão do BNB de impor o retorno também estava sendo debatida no Sindicato dos Bancários, que estava estudando as medidas jurídicas que poderiam ser adotadas contra a decisão”, explica Weber.
Ante a pressão do BNB para acelerar o retorno, os representantes da AFBNB vinham pedindo cautela ao banco diante da grave crise sanitária. No último dia 14 de setembro, no entanto, durante reunião com o presidente do BNB, a tensão aumentou porque havia a expectativa de que os funcionários do grupo de risco voltassem ao trabalho presencia no dia 21 de setembro. Nessa reunião, os representantes da Associação defenderam novamente que os empregados do grupo de risco permanecessem em home office.
A AFBNB reivindicou que o retorno do grupo de risco só ocorresse quando houvesse a condição de controle efetivo da pandemia, ou seja, a vacinação. O banco acabou reconsiderando sua decisão e postergou o retorno para 5 de outubro. Mas o fim do isolamento social do grupo de risco que parecia iminente foi mais uma vez revertido. O BNB anunciou nos últimos dias que os empregados com comorbidade, com 60 ou mais anos, grávidas ou lactantes, o chamado grupo de risco, poderão permanecer em home office enquanto durar a situação de emergência em saúde pública nacional.
Weber afirma que a decisão de manter os empregados do grupo de risco no teletrabalho é a confirmação de que a vida tem de vir sempre em primeiro lugar “Acompanhamos de perto o desenrolar dessa luta da Associação com o BNB que começou no Ceará e que teve repercussão por todo o país pela importância da decisão. Vamos continuar de olho para que o BNB cumpra o acordo firmado de proteger as vidas dos seus empregados”, finaliza Weber.








