Covid: Fenaban se compromete a intensificar medidas e manter home office

23/11/2020 19:35

Em reunião na última sexta, 20, o Comando reivindicou a manutenção do home office para os empregados do grupo de risco; intensificação dos protocolos sanitários e campanhas para conscientização das medidas de prevenção

Representantes do Comando Nacional dos Bancários se reuniram virtualmente na última sexta-feira (20) com a Fenaban para discutir novas medidas de segurança ante o aumento de caso da covid-19 e a iminente segunda onda da doença em todo o país, como vêm alertando infectologistas e pesquisadores. O Comando cobrou o compromisso dos bancos de intensificarem os protocolos sanitários e medidas de prevenção, além de manterem em home office o maior número possível de bancários e as bancárias do chamado grupo de risco.

Segundo o diretor Fabrício Coelho, que representou o Sindicato dos Bancários/ES na reunião, a Fenaban acolheu a todas as reivindicações do Comando. O dirigente disse que os representantes da Fenaban se comprometeram a fazer a gestão junto aos bancos para que o maior número possível de empregados do grupo de risco permaneçam em home office. “Eles admitiram que a segunda onda está chegando e concordaram com todos os pontos reivindicados pelo Comando. Apesar do acolhimento das demandas, é importante continuar cobrando e denunciando os bancos que estão relaxando os protocolos sanitários, as medidas de prevenção e pressionado os empregados do grupo de risco a retornarem ao trabalho presencial”, enfatizou Fabrício.

Covid em alta no ES

O dirigente sindical disse que a segunda onda já é uma realidade em diversos estados do Brasil e inclusive no Espírito Santo. “São quase 6 milhões de casos no Brasil e estamos chegando a 168 mil mortes. No Espírito Santo temos observado um aumento gradativo de novos casos e das taxas de internação nas UTIs das redes pública e privada nas últimas semanas. A taxa de retransmissão também é maior que 1 em todo o Estado, mais um indicador de alerta”.

O Espírito Santo tem mais de 178 mil casos da doença e 4.128 óbitos (atualizado em 23/11/2020). A média móvel de 7 dias é de 1.200 novos casos e a de óbito 17. “Essa média atual de novos casos começa a repetir as taxas de junho e julho, ápice da covid no Estado (veja gráfico abaixo)”.

Ele também chama atenção para as taxas de internação das UTIs-Covid. “No geral, a taxa já passa de 85%. Na Região de Saúde Metropolitana, que engloba a área de maior concentração populacional do Estado, a taxa está em 92%. Estamos à beira de um colapso do sistema de saúde. Temos que aprender com as lições da primeira onda. Os números nos mostram por que as medidas e protocolos são tão essenciais porque podem salvar vidas”.

Campanhas

Na reunião, a mesa também concluiu que é necessário produzir campanhas para reforçar os cuidados para evitar o contágio, como o uso de equipamentos de proteção, pleito que também foi acatado pela Fenaban. “Intensificar as campanhas de conscientização sobre cuidados e prevenção é essencial para evitar a propagação da doença na categoria. A pandemia não acabou. Ao contrário, estamos vendo as curvas de contaminação da doença subirem em todo o país, as UTIs entrando em colapso novamente e os óbitos aumentando”, advertiu o dirigente.

Horário das agências

O horário de funcionamento das agências foi outro ponto de pauta discutido com a Fenaban. O Comando pediu o fim do horário estendido e o retorno ao horário das 10h às 14h. Fabrício assinalou que o horário de atendimento das 10 às 14 horas reduz o tempo de exposição dos bancários ao vírus.

Segundo Fabrício, a Fenaban afirmou que não teria oposição em retomar o horário restrito, mas alegou que os bancos estão se queixando que vêm sendo multados pelos Procons por causa das filas e do aumento do tempo de espera nas agências.

Medidas para 2021

Inicialmente, os representantes da Fenaban disseram que a orientação para suspender o retorno de quem estivesse em teletrabalho fosse feita até o final deste ano. Mas o Comando Nacional ponderou que a segunda onda pode obrigar os bancos a reverem esses prazos. “Pela aceleração da doença, a expectativa é de que as medidas de prevenção, como a manutenção do home office, terão de ser prorrogadas para 2021. Esse planejamento para o próximo ano tem de ser feito já, para que não sejamos surpreendidos pela iminente segunda onda”, assinalou Fabrício.

A Fenaban pediu mais alguns dias para estudar a extensão de novas medidas para enfrentar o aumento do contágio para 2021.

Por ser considerado atendimento essencial, o Comando defendeu ainda a inclusão dos bancários na lista prioritária do Ministério da Saúde para receber a vacina contra a covid 19.