Mesa de igualdade de oportunidades discute questão racial e de gênero

15/12/2020 16:14

Representantes da categoria cobraram informações sobre o programa de acolhimento e apoio às bancárias vítimas de violência, além de medidas efetivas para contratação de negros e negras

Como parte das negociações permanentes, representantes bancários e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram na última sexta-feira, 11, na mesa de igualdade de oportunidades. Na pauta, foram discutidas questões de gênero e raciais, como o andamento do programa e dos canais de acolhimento de bancárias vítimas de violência e formas de inclusão de jovens negros e negras no sistema financeiro.

As representantes da categoria cobraram informações sobre o programa de acolhimento e apoio às bancárias vítimas de violência, que deve ser criado pelos bancos, conforme estabelecido entre as cláusulas 48 a 54 da Convenção Coletiva de Trabalho 2020-2022. A Fenaban, que havia se comprometido a realizar um encontro para compilar as informações e encaminhamentos sobre o programa, comunicou que a atividade teve que ser reagendada e que será realizada ainda em dezembro, reunindo 300 pessoas de RHs de diversos bancos.

A comissão que representou a categoria afirmou que apesar do programa ter sido implementado ainda há muita dificuldade para encontrar o caminho de atendimento, e é fundamental a socialização das informações e a divulgação do programa para que as bancárias possam acessá-lo. 

Os representantes da Fenaban argumentaram que a pandemia trouxe alguns obstáculos para a implementação integral do programa e dos canais de apoio.

Empregabilidade e inclusão

Em relação ao debate racial, a Fenaban apresentou o projeto “Somamos – Rede de Inclusão pela Diversidade”, desenvolvido pelo Instituto Febraban de Educação (INFI). É um projeto de capacitação profissional voltado para jovens negros e negras das cidades de São Paulo e Salvador que completaram o Ensino Médio ou estavam cursando o Ensino Superior. Passaram pelo projeto 321 jovens em São Paulo e 61 em Salvador.

Os representantes da categoria cobraram que o projeto se traduza em contratações efetivas de bancários negros e negras, e não em terceirização ou quarteirização. Reivindicaram ainda que não fique restrito a São Paulo e Salvador, sendo ampliado para todo o país. A questão racial voltará a ser pauta da mesa bipartite na próxima reunião sobre igualdade de oportunidades. 

 

Com informações da Contraf