No último domingo, 24, foi comemorado o dia do aposentado. O Sindicato aproveita a data para saudar os bancários e as bancárias que dedicaram a vida à profissão e alcançaram a aposentadoria, esse direito essencial que vem sofrendo sucessivos ataques por parte da classe empresarial e de seus representantes políticos.
No final de 2019, como parte do pacote de medidas econômicas do governo Bolsonaro, o Congresso aprovou a mais recente reforma da Previdência (PEC 6/2019), que fragilizou o sistema de Seguridade Social brasileiro e impôs ao trabalhador condições mais duras para se aposentar.
Entre as mudanças da reforma estão o fim da aposentadoria por tempo de contribuição e a fixação da idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres. Também houve alteração do cálculo da aposentadoria, que passou a considerar a média de todos os salários, sem descartar os 20% das menores contribuições, o que reduziu o valor do benefício. A reforma também estabeleceu a obrigatoriedade de contribuição de 40 anos para homens e 35 anos para mulheres para o recebimento de 100% do benefício.
Desemprego e informalidade dificultam aposentadoria
Com cerca de 14 milhões desempregados e mais de 32 milhões de trabalhadores informais no país (Pnad/IBGE), manter a contribuição previdenciária não é nada fácil, e as mudanças nas regras da aposentadoria vão deixando esse benefício cada dia mais distante para muitos trabalhadores.
“A justificativa dos governos é sempre economizar para evitar o rombo nos cofres públicos, mas só quem perde é o trabalhador. Não podemos tratar a aposentadoria como um peso, ela é um direito fundamental para garantir dignidade e condição de vida para quem trabalhou e contribuiu por tanto tempo. Não é um favor, mas o retorno de uma contribuição que o trabalhador já deu à sociedade”, afirma a diretora do Sindicato Rita Lima, que é bancária aposentada da Caixa.
Rita também fala sobre a importância de valorizar a dedicação e a experiência daqueles que se aposentam, e destaca que cada bancário é parte viva da história daquela instituição. “Nos bancos públicos temos incontáveis exemplos de empregados que cumpriram sua função com zelo e respeito à empresa pública e ao seu papel social. Nesse sentido, a história desses trabalhadores é também a história da empresa. E a despeito de todas as tentativas de desmonte, muitas vezes é a experiência e a dedicação dos seus empregados que garante o bom atendimento à população. Trabalhadores aposentados também são guardiões dessa memória”, conclui.








