
Mulheres marcham pela Av. Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória, em manifestação do 8 de março (Fotos Sérgio Cardoso)
“Fora Bolsonaro e Mourão” e “Vacina já” compuseram o grito das mulheres pela vida nas manifestações deste 8 de março, Dia Internacional de Luta das Mulheres, celebrado na última segunda-feira. O Sindicato dos Bancários/ES esteve presente na marcha realizada no Centro de Vitória.

Mulheres destacaram importância da vacinação imediata e para todos
“Nós, mulheres bancárias, estamos aqui junto com outras companheiras para denunciar esse governo que não nos representa. A postura negacionista de Bolsonaro contribuiu para o agravamento da crise sanitária e para a morte das mais de 260 mil pessoas pela covid-19 no Brasil. Não podemos naturalizar esse número e aceitar que o presidente e seu governo continuem boicotando medidas sanitárias e agindo contra a vida dos brasileiros e brasileiras”, critica a diretora do Sindicato Cláudia Garcia de Carvalho.

Cláudia Garcia, diretora do SIndibancários/ES, em fala durante o ato
Além de vacina imediata e para todos, as mulheres reivindicaram a manutenção do auxílio emergencial de R$ 600 até o final da pandemia, políticas de geração de emprego e renda, o fortalecimento do SUS e o fim do feminicídio.

Bancárias e bancárias participaram do dia de luta
Violência que mata todos os dias
Como parte da programação do 8 de março, outras manifestações foram realizadas na Grande Vitória e no interior do Estado. Em Cariacica, um grupo de mulheres fincou cruzes próximo à entrada da Segunda Ponte, em Jardim América. A intenção foi denunciar o número de mulheres mortas em decorrência da violência de gênero, além de lembrar daquelas que faleceram pela covid-19.

Em Cariacica, Cruzes foram fincadas para lembrar vítimas do feminicídio
Dados da Gerência do Observatório de Segurança Pública do Estado, divulgados pela imprensa capixaba, revelam que pelo menos duas mulheres foram mortas por mês no Espírito Santo ao longo de 2020. Um total de 26 feminicídios foram registrados no período.
“Nosso estado e país têm alto índice de feminicídio, e isso tem que mudar. Precisamos de políticas públicas efetivas para as mulheres”, cobrou Cláudia.
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Prevenção contra a covid-19
Diversas medidas preventivas foram adotadas para garantir a segurança das mulheres durante a atividade. A marcha foi organizada em duas filas indianas, com distanciamento de um metro e meio entre cada fileira. O uso de máscara era obrigatório, e houve distribuição do equipamento para todos que precisavam.
Veja vídeo de cobertura da Marcha:










