Nos últimos dias começaram a ser identificados no Brasil os primeiros casos da nova subvariante da ômicron BQ.1. Algumas semanas atrás, com o aumento dos casos de covid na Europa e nos Estados Unidos, os especialistas brasileiros já previam que as curvas da doença poderiam crescer no Brasil, principalmente pelo fato de a subvariante BQ.1 ter mostrado maior capacidade de escapar dos anticorpos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a cepa já foi detectada em ao menos 65 países. No Brasil, a subvariante BQ.1 já foi identificada em ao menos cinco estados brasileiros: Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas e Rio Grande do Sul. São Paulo já registra uma alta no número de internações em UTI decorrentes da covid. Houve também um aumento de 524% em relação a outubro da procura por testes na rede privada paulista.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que confirmou na última segunda-feira, 7, o primeiro caso da BQ.1 no Espírito Santo, informou que as taxas de positividade para covid quase que dobraram nas últimas duas semanas. A taxa de casos confirmados confrontada aos testes realizados saltou de 2,9% na semana epidemiológica 43 (dias 23 a 29 de outubro) para 5,7% na 44 (dias 30 de outubro a 5 de novembro).
Para o diretor da Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários-ES, Ronan Teixeira, a presença da nova subvariante no Estado e o aumento dos casos de covid inspiram cuidados redobrados da população em geral e dos bancários. Ao longo da pandemia, principalmente durante as ondas mais agudas da covid, o Sindicato sempre teve grande preocupação com os bancários, que desenvolvem suas atividades, quase sempre, em contato permanente com o público e em ambientes fechados. “As agências bancárias, como todos sabem, são estruturas herméticas, sem ventilação natural, o que deixa o trabalhador muito mais vulnerável ao vírus. O risco aumenta, porque a subvariante BQ.1, como alertam os especialistas, é mais agressiva na transmissão”, adverte Ronan.
O dirigente orienta que os bancários e as bancárias sigam as recomendações das autoridades de saúde e voltem a adotar as medidas não farmacológicas, como uso de máscara e álcool em gel, para evitar o aumento das transmissões. Reforçando o alerta dos especialistas, Ronan também chamou a atenção para a urgência de se completar o ciclo de imunização de quatro doses da vacina. “Mesmo com a vacinação completa, sabemos que podemos contrair o vírus, mas a probabilidade de termos a forma grave da doença reduz consideravelmente”, ressalta.
Só 23% dos capixabas tomaram as quatro doses
No Estado, 94% da população (3.562.562) tomaram a 1ª dose (D1); e outros 84% (3.205.475) a 2ª (D2). A chamada 3ª dose (D3) ou reforço, alcançou 50% da população (1.907.903); e apenas 23% dos capixabas (871.446) se vacinaram com a 2ª dose de reforço (D4). Dados atualizados pela Sesa nesta sexta-feira, 11, apontam que 721 mil pessoas já excederam o prazo para tomar a segunda dose de reforço (D4).
“Os números da Sesa apontam que apenas um quarto da população tomou a 2ª dose de reforço ou a 4ª dose, se considerarmos o ciclo completo. Além de manter a higienização das mãos e voltar a usar máscara, sobretudo em ambientes fechados e no transporte público, é muito importante completar o ciclo para se proteger do vírus e evitar a forma mais grave da doença. Fundamental também, ao observar sintomas como febre, tosse, cansaço, coriza, dor na garganta e alteração no paladar ou olfato, fazer o teste da covid”, enfatiza Ronan.
No site da Sesa há uma página específica que exibe as salas de vacinação contra covid em todos os municípios do Espírito Santo.

