A divulgação do lucro do Banestes no terceiro trimestre deste ano confirmou a trajetória ascendente e recorde de rentabilidade que o banco alcançou já no primeiro semestre deste ano. Com crescimento de 27,5% em relação ao mesmo período de 2021, o Banestes registrou lucro líquido de R$ 77 milhões nos últimos três meses. Somado ao resultado do primeiro semestre, o lucro líquido recorrente acumulado foi de R$ 259 milhões neste ano, alta de 52,3% em relação aos nove primeiros meses de 2021.
Como é o acionista controlador, o governo do Espírito Santo ficou com R$ 76 milhões do total de R$ 87 milhões destinados aos acionistas (31,7% do lucro líquido acumulado). O montante entregue ao governo se torna mais recursos para investimentos em políticas públicas de atendimento à população capixaba.
“A alta rentabilidade do Banestes deixa mais que evidente a viabilidade do banco público, uma instituição altamente lucrativa como outros bancos. Por isso, atuamos pela defesa intransigente da continuidade do Banestes público e estadual, um instrumento indispensável para o desenvolvimento social e econômico do país. Privatizar o Banestes ou vender qualquer parte do banco significa reduzir significativamente os recursos financeiros estaduais para os serviços públicos”, destaca o diretor do Sindibancários/ES Jonas Freire.
Lucro não reflete na valorização dos empregados
O balanço financeiro apresentado pelo banco também ressalta o crescimento do número de clientes: 4,6 % em 12 meses, totalizando 1.354.906 clientes, entre Pessoa Jurídica e Física. A direção do banco também enaltece a melhoria contínua dos serviços prestados e o aumento do patrimônio líquido, que atingiu R$ 2 bilhões no terceiro trimestre.
O excelente resultado comemorado pela direção do Banestes tem responsáveis: os banestianos e as banestianas, que enfrentam diariamente a sobrecarga de trabalho e a pressão para o cumprimento de metas. Mesmo com lucro recorde já esperado, a direção do Banestes manteve limites rígidos nas negociações da Campanha Salarial dos empregados neste ano e impôs reajuste salarial com índice abaixo da inflação do período.
“O lucro do banco é fruto do trabalho dos banestianos e das banestianas. Repor a inflação era o mínimo que o Banestes deveria ter feito. Mas infelizmente, a direção do banco optou pela intransigência e pela política de desvalorização da categoria, mantendo reajuste abaixo da inflação”, aponta Freire.
O Banestes é Nosso!
Desde o final de 2021, quando o Banestes anunciou a venda da Banestes Seguros, o Sindibancários/ES junto com o Comitê em Defesa do Banestes público e Estadual iniciou uma forte campanha contra a privatização fatiada do banco. Ao comentar o resultado financeiro do Banestes, o diretor do Sindicato reitera que a campanha “O Banestes é Nosso” continua e o governador reeleito, Renato Casagrande, será cobrado pelo compromisso que reassumiu em manter o Banestes público e estadual.

Casagrande na assinatura do termo de compromisso em outubro deste ano
“Os números do balanço financeiro, ano após ano, demonstram que não há motivos para privatizar o Banestes nem suas subsidiárias. Casagrande assinou o termo de compromisso novamente na campanha eleitoral deste ano e vamos cobrar para que ele cumpra na íntegra o conteúdo do documento. Também esperamos que neste segundo mandato, Casagrande mantenha um canal de diálogo aberto com os trabalhadores e as entidades sindicais do Estado”, enfatiza Jonas Freire

