Por telefone, a Caixa tem realizado uma pesquisa com os seus empregados para, segundo o banco, saber qual o grau de satisfação de seus funcionários. No entanto, a pesquisa é nominal e com perguntas que constrangem bancários e bancárias. O Sindicato dos Bancários/ES orienta os empregados da Caixa a não responderem a pesquisa e a denunciarem caso sofram intimidações.
No questionário, o bancário é inquirido sobre a intenção de aderir à greve que eventualmente ocorrerá durante a Campanha Nacional Unificada 2015, a ser deflagrada em setembro. “Entendemos essa pesquisa como uma forma de intimidação do banco, para inibir a participação dos bancários na Campanha Salarial. Nossa orientação é que o bancário se negue a participar, uma vez que não é obrigatório responder as perguntas”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Rita Lima.
Intimidação
“Participou da última greve ou tem intenção de participar de um movimento futuro?”. Esta é uma das perguntas feitas pela Caixa. No questionário, o banco também faz perguntas referentes às condições gerais de trabalho, às condições salariais, de carreira e “benefícios”. A Caixa também quer apurar o grau de confiança do bancário sobre o “esforço despendido pela direção da instituição” para atender às reivindicações da campanha passada e saber quais as expectativas para a campanha deste ano.
“Quem decide a greve é a categoria e não o banco. Logo, essa pesquisa não tem sentido e deixa evidente que é uma forma de intimidação do banco contra a categoria. Além disso, essa prática é um desrespeito ao direito dos trabalhadores de lutarem por melhores condições de trabalho. Não podemos aceitar ações como essa”, denuncia a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Lizandre Borges.
Diante disso, a CEE/Caixa – Contraf reivindica o imediato cancelamento da pesquisa. E lembra que, ainda em 2015, a Caixa adotou outras ações antissindicais, como o desconto salarial dos bancários que participaram das paralisações do dia 29 de maio contra o PL 4330 da terceirização. Para contrapor-se a essas pressões descabidas por parte do banco, a resposta deve ser uma só: mobilização, mobilização, mobilização.
Com informações da Fenae e da Contraf.









