A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu nessa terça-feira, 30, com representantes do BB. Na pauta, combate ao assédio e avaliação da Gestão de Desempenho Profissional (GDP). Os representantes dos funcionários reivindicaram a suspensão do descomissionamento até que o banco proponha correções em distorções que tornam a GDP uma ferramenta de assédio. Na mesa, os trabalhadores destacaram que os parâmetros da GDP não são claros para os funcionários. Na prática, a GDP funciona mais como um instrumento de punição em vez de contribuir para o aprimoramento do trabalho.
“O fato é que o assédio segue vivo nas estruturas do BB. A pressão por metas e resultado continuam causando o adoecimento dos trabalhadores. As esperadas mudanças precisam vir com mais celeridade para podermos virar definitivamente essa página da cultura do assédio. Essa é uma questão que não pode mais ser protelada. Queremos soluções já”, enfatiza a diretora do Sindicato dos Bancários/ES Goretti Barone.
Ainda na reunião, outra reivindicação dos trabalhadores foi a criação de um comitê paritário para debater casos de assédio moral. O comitê teria o propósito de identificar e solucionar os casos de assédio com mais eficiência, além de construir saídas compartilhadas de combate à cultura do assédio.
O banco informou, com base nas reivindicações do movimento sindical, que está promovendo encontros de lideranças e que serão realizados treinamentos, visando a capacitação de gestores para que não reproduzam as práticas de assédio moral. Além disso, segundo os interlocutores do BB, estudos estão em andamento para melhorar os canais da Ouvidoria, que teve a estrutura reduzida no governo Bolsonaro.
“Reforço que a palavra-chave neste momento é celeridade. A nova gestão vai completar seis meses. Pode parecer pouco tempo, mas para os trabalhadores e as trabalhadoras que viram a cultura do assédio se intensificar nos últimos anos, a impressão é de uma eternidade. Há uma urgência para pôr fim a esse suplício que adoece os funcionários. Sabemos que a extinção da cultura do assédio não acontece da noite para o dia. Por isso a urgência de darmos logo o primeiro passo”, adverte Goretti.
Agenda das mesas permanentes temáticas
21/06 – Caixas e demais comissionados que estão no sistema da Plataforma de Suporte Operacional (PSO);
12/07 – Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB);
20/07 – Promoção da Diversidade/Igualdade de Oportunidade;
11/09 – Plano de Cargos e Salários e Programa Performa;
28/09 – Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi).

