Os bancárias e bancárias capixabas permanecem mobilizados por melhores condições de trabalho, valorização e atendimento de qualidade aos clientes. No terceiro dia de greve da categoria o número de agências fechadas subiu para 291. Em todo o Brasil, já são 8.763 unidades paralisadas, incluindo os centros administrativos, o que representa um aumento de 40% em relação ao primeiro dia do movimento.
Na Grande Vitória, as 39 agências da Caixa Econômica, 57 do Banestes, o prédio do Bandes, do Banco do Brasil da Pio XII, o Centro de Processamento de Dados do Banestes e nove departamentos da Caixa permanecem fechados. Já o número de unidades de bancos privados paralisadas subiu para 38 na Grande Vitória, sendo 10 do Santander, 12 do Itaú, quatro do HSBC, 11 do Bradesco e uma do banco Safra. No Banco do Brasil, o número também cresceu para 38 agências fechadas na região metropolitana.
No interior, a greve dos bancários também ganha força. Já são 119 unidades bancárias com funcionamento paralisado: 50 do Banco do Brasil, 36 da Caixa, 21 do Banestes, uma do Santander, cinco do Itaú, uma do HSBC, quatro do Bradesco e uma do BNB.

Em Linhares, no Norte do Estado, cresce o número de agências bancárias fechadas.
“A cada dia, mais bancários aderem ao movimento grevista. Além das péssimas condições de trabalho, os banqueiros e o governo querem impor à categoria um arrocho salarial. Não vamos aceitar retrocesso e permaneceremos em greve na luta por nossos direitos”, destaca o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jessé Alvarenga.
Os bancários entraram em greve no último dia 06 após cinco rodadas de negociação com os bancos. Apesar dos altos lucros, a direção dos bancos privados e públicos negaram as reivindicações da categoria referentes à garantia de melhores condições de trabalho e ofereceram reajuste salarial abaixo da inflação, de apenas 5,5%.
Principais reivindicações da minuta geral dos bancários:
Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
PLR: 3 salários mais R$7.246,82
Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
Melhores condições de trabalho com o fim do assédio moral que adoecem os bancários.
Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
Principais reivindicações da minuta específica do Banestes:
Reposição das perdas inflacionárias desde setembro de 1994 até agosto deste ano.
Piso salarial equivalente ao salário mínimo do Dieese acrescido da gratificação semestral de 25%, totalizando R$ 4.222,02
Constituição de uma comissão paritária para discutir a revisão da Estrutura de Cargos e Salários para corrigir distorções existentes
Manutenção do Sistema Banestes público e estadual
Vale-cultura para todos e benefícios como tíquetes, cesta-alimentação, auxílio-creche/babá e auxílio para filhos com necessidades especiais no valor de R$ 788,00 cada
Eleição direta para representantes dos empregados na Banescaixa









