A Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) protelou a apresentação de resposta à pauta de reivindicações do Coletivo Nacional dos Financiários da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em reunião na tarde desta terça-feira (30), em São Paulo. Segundo os representantes patronais, a proposta global deverá ser apresentada somente no dia 14 de agosto.
“É um absurdo que a Acrefi queira esperar as negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para apresentar sua proposta, sendo a data-base dos financiários três meses antes. Na mesa de negociações estão grande financeiras ligadas a bancos e outras independentes que teriam condições de negociar, mas preferem ficar atreladas aos bancos”, protesta o diretor do Sindibancários/ES Fabrício Coelho, que participou da reunião em São Paulo.
Os representantes sindicais propuseram um acordo de dois anos, com um reajuste salarial que cubra a inflação medida pelo INPC, de junho de 2023 a maio de 2024, e de junho de 2024 a maio de 2025, acrescido de 5% de aumento real. Os mesmos índices devem ser aplicados na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que deve ser mantida nos moldes atuais.
Os financiários também querem 7% de reajuste nos auxílios alimentação e refeição, o fim das terceirizações e transferências de serviços para correspondentes bancários, transparência nas informações sobre contratações, recolhimentos e repasses sindicais, fim das metas abusivas e formalização do teletrabalho.
As financeiras, por sua vez, acenam para piorar a assistência à saúde tendo autonomia na contratação da assistência dos planos, para acabar com a periodicidade das reuniões das comissões temáticas, para limitar a complementação do auxílio-doença a um afastamento por ano, para retirar da Convenção o salário de substituição, a pausa para digitadores e o vale-cultura.
“Não vamos abrir mão de direitos. Queremos mais respeito e valorização dos financiários, ao acordo já consolidado e propostas dignas que respeitem a data-base”, afirma Fabrício Coelho.

