Bancários do Espírito Santo e Rio de Janeiro se reuniram neste sábado, 29, na 15ª Conferência Interestadual dos Bancários, que aconteceu em Guarapari, Sul do Estado. Os delegados presentes discutiram as prioridades para a Campanha Salarial 2013 e definiram as propostas que serão levadas à Conferência Nacional da categoria, que acontece nos próximos dias 19, 20 e 21 de julho.
Reivindicações
A proposta de índice aprovada foi de 10% mais a inflação do período – estimada em 6% –defendida pela maioria cutista. O Sindicato/ES defendeu a tese aprovada no Congresso Estadual da categoria, de 22,88%, considerando as perdas passadas, a inflação do período e a lucratividade dos bancos, mas foi vencido na votação.
A corrente Articulação Sindical, também ligada à CUT, propôs índice inferior ao aprovado – 5% mais a inflação do período, repetindo o posicionamento rebaixado que vem apresentando nas últimas campanhas salariais.
Em relação à PLR, o Sindicato defendeu o índice de 15% distribuído linearmente, mas a maioria da plenária votou pela proposta de 3 salários acrescidos de R$ 4.500,00 defendida pelo campo cutista.
Fim das metas e do assédio
Um dos pontos vitoriosos da Conferência foi a aprovação do fim das metas e fim do assédio moral. A plenária também votou pela exclusão da cláusula que limita a denúncia do assédio moral à administração do Banco, o que faz com que, na prática, o assédio não seja investigado e o trabalhador assediado, principalmente dos bancos privados, sofra retaliações pela denúncia que podem culminar até em demissão.
O Sindicato defendeu as propostas e reafirmou a posição do Congresso Estadual da categoria de que o assédio moral nos bancos é uma prática institucional, consequência do atual modelo de gestão e da imposição de metas. Agora as propostas serão disputadas nacionalmente.
Estatização do sistema financeiro
Em função dos atrasos e do curto espaço de tempo destinado para debates na Conferência, a discussão sobre estatização do Sistema Financeiro teve que ser adiada. A plenária deliberou sobre a realização de um encontro que precederá a Conferência Nacional, a fim de aprofundar a reflexão sobre o tema. O evento deverá ser organizado pela Federação.
Manifestações populares
Um dos pontos comuns às teses apresentadas no Congresso foram as recentes manifestações populares que tomam o país. Logo na abertura da Conferência, a diretora Goretti Barone falou sobre a importância do momento político atual e destacou alguns desafios para a categoria.
“Estamos vivendo um momento histórico de mobilizações, que prova que só o povo nas ruas pode produzir mudanças. Mais no que nunca, essa Conferência nos coloca o desafio de pensar os problemas da categoria e também os problemas da sociedade. Nesse sentido, precisamos discutir o sistema financeiro, que é um dos pilares da exploração do capital, além de construir um movimento sindical autônomo, independente de patrões, partidos e governos, que busque a valorização do trabalhador bancário e contribua também com a luta por mudanças na sociedade brasileira”.









