Resistir, resistir, até o pedágio cair! Essa foi a principal palavra de ordem entoada pelos manifestantes na noite desta quinta-feira, 04, em novo ato pelo fim da cobrança do pedágio da Terceira Ponte, que liga Vitória a Vila Velha.
Mais de 3 mil pessoas saíram em marcha da Universidade Federal do Espírito até a Praça do Pedágio. Logo depois, a multidão seguiu para a Assembleia Legislativa do Espírito Santo (ALES), onde, desde a última terça-feira, estão acampados cerca de 70 pessoas – incluindo diretores do Sindicato dos Bancários/ES —, que aguardam a votação do decreto legislativo que acaba com a cobrança para a travessia na Terceira Ponte.
Em frente à Assembleia, os manifestantes fizeram um cordão de isolamento em apoio aos militantes que permanecem na ocupação. Com megafones, eles interagiram e cobraram rapidez na votação do decreto que põe fim ao pedágio.
Repressão policial
No final do ato, a polícia reprimiu os manifestantes que estavam na Praça do Pedágio. Balas de borracha e bombas de efeito moral foram novamente utilizadas para dispersar o grupo, em mais uma demonstração de truculência das forças policiais e do governo do Estado.
Ocupação da Assembleia
A ocupação da assembleia teve início após uma manobra legislativa para retirar o projeto da pauta, na sessão da última terça-feira, quando o deputado Gildevan Fernandes (PV), da base aliada do Governador Renato Casagrande, pediu vista do projeto. O deputado se comprometeu em apresentar o seu parecer na sessão de quarta-feira, 10.
“O pedido de vista foi uma manobra clara para adiar a votação do decreto, mas isso não vai enfraquecer as mobilizações. É importante que a população se mantenha mobilizada, para que possamos acabar com a cobrança desse pedágio, que, além de abusiva, é imoral”, afirma Fabrício Coelho, diretor do Sindicato/ES.
A Terceira Ponte, como é conhecida a Ponte Deputado Darcy Castelo de Mendonça, foi inaugurada em 1989 e, desde então, é cobrado pedágio para passar pelo local. A cobrança já foi investigada pela Assembleia Legislativa por meio de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que, apesar de levantarem uma série de possíveis irregularidades na concessão, não tiveram resultado efetivo no fim do pedágio.









