A Caixa Econômica cancelou de uma última hora a reunião que estava marcada para esta sexta-feira (12) com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE-Caixa). O dirigente do Sindicato dos Bancários/ES e integrante da CEE Ronan Teixeira criticou o cancelamento intempestivo. Na mesa de negociação seriam discutidas questões como super caixa, fechamento de agências, descomissionamento de caixas e tesoureiros e o intervalo de repouso/alimentação. “São pautas urgentes que não podem esperar”. A Caixa ainda não marcou uma nova data de reunião.

O dirigente afirma que não é a primeira vez que a Caixa cancela uma reunião. “Além dos cancelamentos em cima da hora, a Caixa vem descumprindo compromissos acordados em mesa de negociação. A relação de confiança e o respeito mútuo são premissas para que uma mesa de negociação avance”, ressalta Ronan, que acrescenta: “Exigimos que a Caixa reveja sua posição e encare as mesas de negociação com mais seriedade e respeito”, pontua.

Pontos de pautas que seriam discutidos:
Super caixa – falta de transparência, critérios injustos e pressão sobre empregados e empregadas são as críticas centrais ao programa de remuneração variável do banco;

Fechamento de agências – a Caixa vem fechando sistematicamente agências em todo o país. Desde 2017, a Caixa vem encolhendo sua rede de agências. Esse processo se intensificou nos últimos dois anos. Segundo dados compilados pelo Dieese, a Caixa fechou 196 agências nos últimos oitos anos. Em 2015 eram 3.404 unidades. Até setembro deste ano esse número caiu para 3.208;

Descomissionamento de caixas e tesoureiros – a Caixa encerrou as negociações sobre o descomissionamento de caixas e tesoureiros sem proposta. A representação dos trabalhadores reivindica a retomada imediata das negociações;

Intervalo para repouso/alimentação – a Caixa impôs um Termo de Ciência e Aceite sobre a Opção pelo Intervalo para Repouso e Alimentação. O termo foi  disponibilizado individualmente aos empregados por meio eletrônico e apresentado como documento de assinatura obrigatória. A orientação da representação dos empregados é que os trabalhadores não assinem o termo.