Esta quarta-feira, 21, foi dia de mais uma ação da Campanha Feminicídio Zero – nenhuma a menos & nenhuma em silêncio. Diretores e diretoras do Sindibancários/ES estiveram na agência Estilo do Banco do Brasil, em Vila Velha, para dialogar com bancários e clientes sobre machismo, violência contra a mulher e feminicídio.

“Lançamos essa campanha pensando na sociedade que a gente quer, uma sociedade sem violência e que seja boa pra todo mundo, homens e mulheres”, afirmou Bethania Emmerick, responsável pela Secretaria de Mulheres do Sindicato.

“No início do ciclo da violência, às vezes, a mulher nem identifica a violência, especialmente a violência psicológica, que costuma ser bem difícil de ser identificada. Por isso trazemos essas informações, pois a informação também evita a violência”, completou.

Relembrando o Caso Araceli, a diretora também falou sobre o aumento da violência contra crianças e adolescentes, em especial meninas entre 10 e 14 anos, que são as maiores vítimas de abuso.

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O diretor do Sindibancários/ES, André Tosta, reforçou que a participação dos homens também é fundamental no enfrentamento a violência contra a mulher: “As mulheres já se organizaram, já fazem a denúncia, se cuidam, mas a gente tem que se mobilizar também. Temos que quebrar esse pacto que nós temos de nos proteger, porque isso que perpetua grande parte da violência. É quando a gente dá risada de piada machista na mesa de bar depois da pelada, quando ignora o colega de trabalho que tem atitudes agressivas e possessivas com sua companheira ou quando finge que não ouve a vizinha que tá gritando”.

Alerta aos sinais

Durante a atividade, os bancários e bancárias reconheceram a importância da campanha e ressaltaram a necessidade de estar atento aos sinais de violência, contrariando a máxima de que ‘em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher’. Pelo contrário, é preciso intervir para evitar a continuidade do ciclo da violência e o feminicídio.

“Vou relatar um fato para mostrar a importância dessa ação. Tenho uma amiga que vive há anos um relacionamento abusivo, violência emocional. O marido dela foi a uma palestra igual a essa e levou para casa um panfleto sobre violência doméstica, ela leu e percebeu o que estava vivendo”, contou uma bancária.

“É a atitude da gente de não deixar as coisas acontecerem, ir atrás. Aquilo que tá acontecendo com o vizinho importa pra gente também, a gente é uma sociedade. Tem que se colocar no lugar das pessoas”, afirmou o bancário Fernando Antoniello.

“Talvez porque eu seja mãe de duas meninas, então eu fico com o olhar mais apurado, mas todos nós, homens e mulheres, quem tem filhos e quem não tem, temos que prestar atenção nessas atitudes pequenas. Temos tendência a achar que estamos nos metendo na vida dos outros, mas não é essa questão, às vezes a gente só precisa parar de normalizar situações que não deveriam ser normalizadas”, disse a bancária Lívia Soncini de Souza Freitas.

“Nós homens achamos que não conhecemos os homens que praticam essa violência, mas eu provavelmente conheço algum, eu só não sei quem é. Precisamos ficar atentos e entender que essa é uma luta de todos”, ressaltou o bancário Arnaldo Lana.

“Essa ação foi importantíssima. Precisamos trazer essas reflexões para todos os ambientes, para que esse tema tenha visibilidade, pois a violência contra a mulher acontece em todos os lugares, inclusive no setor bancário”, destacou a bancária Graziela Mendes.

Dando continuidade às atividades da campanha Feminicídio Zero, na semana que vem, dia 27, às 15 horas, o Sindicato estará na unidade da Caixa no LandMark.