Em assembleia geral realizada na noite desta segunda-feira, 29, os bancários e bancárias capixabas decidiram manter aberto o autoatendimento das agências bancárias durante a greve da categoria que começa amanhã, 30. A decisão é válida pelo menos até o dia 07 de outubro, quando o tema será reavaliado em nova assembleia.
“Vamos manter abertos os caixas eletrônicos até o quinto dia útil de outubro para não prejudicar o pagamento dos aposentados, que recebem nesse período do mês”, destaca Carlos Pereira de Araújo (Carlão), coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, que representa o Espírito Santo e a Intersindical no Comando Nacional da categoria.
Segundo Carlão, a expectativa é de que as agências da Grande Vitória e do interior amanheçam fechadas nesta terça-feira, primeiro dia da greve nacional dos bancários.
Bancários rejeitam nova proposta da Fenaban
Após pressão da categoria e aprovação da greve por tempo indeterminado, a Fenaban convocou os bancários para uma nova rodada de negociação no último sábado, 27, e elevou a proposta de reajuste de 7% para 7,35% para verbas salariais e de 7,5% para 8% no piso. Mesmo com o aumento, os valores foram considerados insuficientes e a proposta foi rejeitada ainda na mesa de negociação pelo Comando Nacional do Bancários. Na assembleia desta segunda, os bancários do Estado reiteraram a rejeição da proposta.
A proposta da Fenaban ignora completamente as reivindicações sobre emprego e condições de trabalho, principalmente as relacionadas a metas e assédio moral, segurança e igualdade de oportunidades.
“Parece que os banqueiros ainda não entenderam as nossas reivindicações e essa última rodada foi uma provocação para a categoria. Além de não atender as questões econômicas, a proposta não contempla as demais cláusulas. A nossa resposta à Fenaban deve ser uma greve nacional forte. Nossa luta não é apenas por salário e, por isso, convocamos os bancários e bancárias para, juntos, organizamos um forte movimento grevista”, destaca Carlão.
Principais reivindicações da Campanha Nacional
- Reajuste salarial de 12,5%.
- PLR: três salários mais R$ 6.247.
- Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).
- Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
- Melhores condições de trabalho, com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários.
- Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.
- Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
- Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
- Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
- Igualdade de oportunidades para todos, colocando fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência.
- Estatização do Sistema Financeiro
- Redução das taxas de juros e tarifas
Principais reivindicações dos bancários do Banestes
- Seis dias de abono assiduidade.
- Função gratificada para os funcionários que trabalham com fechamento contábil.
- Aumento percentual da contribuição do patrocinador de 7% para 15% para a Fundação Banestes.
- Reposição das perdas acumuladas desde 1994.
- Revisão da forma de contribuição à Banescaixa, com maior aporte de recurso pelo banco e adoção de critérios objetivos nas seleções internas do banco.









