
Os bancos não apresentaram índice de reajuste na sétima rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada na quinta-feira (13), frustrando toda a categoria.
“A Fenaban não apresentou a proposta conforme a nossa minuta, pelo contrário, apresentou uma proposta indecente e que divide a categoria. Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias e que valorize todos os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou Carlos Pereira Araujo (Carlão), coordenador-geral do Sindibancários/ES e integrante do Comando Nacional.
A proposta dos banqueiros foi de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários e reajustes diferenciados para três faixas salariais, mas sem dizer quais seriam os parâmetros dessas faixas e nem os percentuais que seriam definidos para cada uma delas.
Durante os debates, a Fenaban chegou a propor reduzir o valor dos vales refeição e alimentação nas cidades do interior, isso porque, segundo a federação, são localidades do país com custos de alimentação menores. Somente nas grandes capitais os vales poderiam ter aumento.
A representação dos banqueiros chegou, ainda, a ameaçar ir ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) caso não houvesse acordo para os modelos de reajustes propostos. Mas, depois de um intervalo durante a negociação, recuou.
O Comando destacou que a remuneração média per capita anual paga à diretoria estatutária dos três maiores bancos privados do país chegará a R$ 12,5 milhões em 2026. Esse valor é mais de 120 vezes superior à remuneração anual de um escriturário, considerando salário, 13º, férias, tíquetes e PLR. Ou seja, uma diferença salarial que mostra onde os bancos estão escolhendo concentrar a renda.
Assembleia e plenária
Diante da falta de compromisso dos banqueiros, convocamos bancários e bancárias para uma assembleia e plenária online na segunda-feira (17), para que a categoria delibere sobre o modelo de reajuste, divisão da categoria e congelamento de piso propostos pela Fenaban.
A assembleia também irá deliberar sobre o Dia Nacional de Paralisação, com paralisações de 24h nas bases na quinta-feira (20).
“Neste momento em que a Fenaban ataca toda a categoria e o conjunto dos nossos direitos é fundamental intensificar a luta e aumentar a pressão aos bancos, pois nossa mobilização faz a diferença. Vamos submeter à categoria essa proposta e debatê-la. Além disso, a deliberação pela paralisação é muito importante para dar uma resposta à Fenaban, demonstrar nossa insatisfação com a proposta apresentada e cobrar uma contraproposta que atenda nossas reivindicações”, pontuou Carlão.
Por isso, é importante que todos participem da assembleia e da plenária. A hora é agora e o futuro se constrói juntos!
Negociações
A próxima mesa de negociação da Campanha Nacional está agendada para a próxima terça-feira (18).
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Fonte: Contraf com edições do Sindibancários/ES.


“Neste momento em que a Fenaban ataca toda a categoria e o conjunto dos nossos direitos é fundamental intensificar a luta e aumentar a pressão aos bancos, pois nossa mobilização faz a diferença. Vamos submeter à categoria essa proposta e debatê-la. Além disso, a deliberação pela paralisação é muito importante para dar uma resposta à Fenaban, demonstrar nossa insatisfação com a proposta apresentada e cobrar uma contraproposta que atenda nossas reivindicações”, pontuou Carlão.






